Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Setenta presos militares foram transferidos nesta terça-feira, 12/5, do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM), durante a Operação Sentinela Maior, realizada pela Polícia Militar (PM-AM) e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
A mudança encerra as atividades do antigo núcleo prisional da PM, alvo de investigações após a fuga de 23 custodiados registrada em fevereiro deste ano, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus.
Segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), a transferência foi motivada por problemas estruturais identificados na antiga unidade, considerada inadequada para a custódia de presos militares. O órgão afirma que a nova estrutura deve oferecer maior controle operacional e melhores condições de segurança.
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A operação de transferência mobilizou equipes da Polícia Militar, agentes penitenciários e integrantes do Ministério Público, com reforço no esquema de segurança durante todo o deslocamento dos detentos.
De acordo com as autoridades, a nova unidade prisional foi criada para centralizar e reorganizar a custódia de policiais militares presos no Amazonas, após os episódios que expuseram fragilidades no antigo sistema.
Fuga de 23 presos motivou mudanças
O caso ganhou repercussão no dia 27 de fevereiro, quando 23 custodiados deixaram o Núcleo Prisional da PM sem autorização judicial. A ausência foi percebida durante uma vistoria de rotina realizada pela própria corporação.
Após a descoberta da fuga, policiais responsáveis pela unidade foram presos em flagrante e afastados das funções. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) abriu investigação para apurar possíveis facilidades concedidas aos detentos.
No dia seguinte, o então diretor do núcleo prisional, major Galeno Edmilson de Souza Jales, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, a pedido do Ministério Público.
Em março, o MPAM deflagrou a Operação Sentinela, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra policiais militares investigados por supostamente facilitar a fuga dos presos.
As investigações continuam para identificar responsabilidades e apurar possíveis falhas no sistema de custódia militar do estado.






