Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas indiciou três guardas municipais por homicídio pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado em 26 de fevereiro, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus. O documento foi enviado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e ao Ministério Público do Amazonas (MPAM).
O documento de indiciamento foi enviado na segunda-feira, 6, e aponta Hawan Lima Aguiar, Guilherme Pinheiro Braide e Ataíde Fernandes Romeiro Júnior como suspeitos de envolvimento no crime.
De acordo com o relatório da Polícia Civil, os três guardas passaram por exame residuográfico no dia do caso. O laudo apontou resultado positivo para partículas metálicas de chumbo em Hawan Lima e Ataíde Fernandes. Já Guilherme Pinheiro teve resultado negativo.
Nesta sexta-feira, 8, a Prefeitura de Manaus informou, por meio de nota, que os servidores da Guarda Municipal citados no inquérito seguem em funções administrativas internas e desarmados, sem atuação nas ruas, enquanto as investigações prosseguem.
“A prefeitura esclarece que todas as medidas adotadas até o momento observam os parâmetros legais e administrativos aplicáveis ao serviço público, respeitando o devido processo legal, a presunção de inocência e os procedimentos previstos para apuração dos fatos”, diz a nota.
Ainda segundo a prefeitura, “o município acompanha o andamento do caso, colabora com as autoridades competentes e aguarda a conclusão das investigações e eventuais desdobramentos judiciais para adotar novas medidas cabíveis. A nota também destaca que o exame residuográfico apontou resultado positivo apenas para partículas de chumbo nas mãos de dois agentes”.
A gestão municipal ressalta que a presença isolada desse elemento não é suficiente para comprovar disparo de arma de fogo, sendo necessária a identificação conjunta de chumbo, bário e antimônio para uma conclusão técnica mais precisa.
Relembre o caso
Bruno dos Santos Girão, de 22 anos, foi morto a tiros no beco União, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, em fevereiro deste ano, durante uma abordagem de agentes da Guarda Municipal.
De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo efetuado por autor não identificado. Conforme relato da Guarda Municipal, a equipe realizava patrulhamento pela avenida Brasil quando avistou dois homens correndo em direção a um beco e fugindo, em seguida, para destino ignorado.
O jovem apresentava uma perfuração por arma de fogo na região direita do tórax e foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. No entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
A família da vítima realizou um protesto. Cartazes exibidos durante o ato cobravam esclarecimentos sobre a morte do jovem, com frases como: “Não existe pena de morte no Brasil. Suspeitos rendidos devem ser presos, não executados”.






