Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O médico boliviano Humberto Furtes Estrada, acusado de negligência médica que resultou na morte de um recém-nascido em Eirunepé, no interior do Amazonas, foi preso pela Polícia Federal na tarde desta sexta-feira, 28/11, em Manaus.
A captura contou com apoio da inteligência da Polícia Civil de Eirunepé. Ele foi conduzido para a Superintendência da PF e permanece à disposição da Justiça.
O mandado de prisão preventiva foi expedido na quinta-feira, 27/11, pelo juiz Odílio Pereira Costa Neto, da Comarca de Eirunepé. O médico havia deixado o município no domingo, 23, e há indícios de que tenha passado por Feijó, no Acre, antes de chegar à capital.
A Prefeitura de Eirunepé já havia anunciado o afastamento dele logo após o ocorrido.
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O caso
A morte do recém-nascido ocorreu na madrugada de sábado, 22. A mãe, uma jovem de 18 anos, chegou ao Hospital Regional de Eirunepé às 4h da manhã em trabalho de parto e precisando de atendimento imediato.
O médico responsável pelo plantão e pelo sobreaviso, Humberto Furtes, não foi localizado pela equipe, apesar de diversas tentativas de contato. O diretor da unidade chegou a ir até a casa do profissional, mas ele também não estava no local.
Sem obstetra, o parto foi realizado por enfermeiros e por um médico clínico geral. O bebê nasceu com vida, mas morreu minutos depois. Familiares afirmam que, mesmo quando Humberto chegou ao hospital, não prestou a assistência necessária à mãe e ao recém-nascido.
A Polícia Civil foi acionada por vereadores e familiares. O médico chegou a ser levado à delegacia, mas foi liberado após prestar depoimento. Há relatos de que, no horário do plantão, ele estaria em um bar conhecido como Sabor e Brasa.
Captura em Manaus
Segundo a Polícia Federal, o médico foi localizado inicialmente em um supermercado de Manaus, enquanto utilizava um caixa eletrônico. Os agentes iniciaram um acompanhamento discreto e efetuaram a prisão no endereço onde ele estava hospedado.
Trecho da nota da PF
A PF destacou que o médico é investigado por não ter comparecido ao parto “quando estava de sobreaviso”, situação que resultou na morte do bebê. Segundo o órgão:
“A paciente chegou ao hospital, mas o médico não atendeu às chamadas da equipe, comparecendo cerca de cinco horas depois, quando o parto foi realizado sem possibilidade de salvar o bebê.”
Polícia Federal
A Polícia Federal informou ainda que Humberto foi conduzido à Superintendência para os procedimentos legais e permanece custodiado.






