Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) manifestou-se favorável ao pedido de suspensão do exercício profissional da médica Juliana Brasil e da técnica de enfermagem Rayssa Marinho, ambas envolvidas no atendimento ao menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que morreu após receber uma dosagem incorreta de adrenalina em um hospital particular de Manaus.
Segundo a manifestação do MP-AM, assinada pelo promotor Fabrício Santos de Almeida, o parecer foi apresentado nos autos do pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) contra a médica Juliana Brasil, que teria prescrito a adrenalina por via intravenosa a Benício em uma dosagem muito acima do recomendado por autoridades médicas, o que teria causado a morte do garoto.
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Medidas cautelares
O promotor recomendou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. A principal delas é a suspensão do exercício profissional junto ao Conselho Regional de Medicina e ao Conselho Federal de Medicina.
“Uma vez que há justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais”, destaca o documento, que recomenda ainda que a médica, com base no artigo 319 do Código de Processo Penal, compareça periodicamente em juízo, seja proibida de ir à casa da vítima e de deixar Manaus sem autorização judicial.
As mesmas medidas cautelares foram solicitadas para a técnica de enfermagem Rayssa Marinho, responsável pela administração do medicamento. O caso segue para análise do juiz Fábio César Olintho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
A investigação está sob responsabilidade do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que apura o crime como homicídio com dolo eventual.
A reportagem entrou em contato com a defesa da médica Juliana Brasil para solicitar uma nota de manifestação sobre o caso. No entanto, não recebeu resposta. O espaço segue aberto para posicionamento.






