Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os familiares de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, que morreu após receber uma dosagem incorreta de adrenalina aplicada por via intravenosa em um hospital particular de Manaus, organizam uma manifestação em frente ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM) nesta segunda-feira, 1/12.
De acordo com a família, a mobilização está prevista para começar às 10h, no bairro Flores, zona Sul da capital. O ato será pacífico e tem como objetivo pedir justiça por Benício e a responsabilização de todos os envolvidos no caso.

O caso ocorreu na madrugada de domingo, 23, no Hospital Santa Júlia, onde o menino morreu após receber adrenalina por via intravenosa, quando, segundo os familiares, a indicação padrão seria a administração por nebulização.
O velório de Benício está previsto para este sábado, 29, na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no bairro Eldorado, zona Sul, a partir das 19h.

Investigação da morte
A profissional responsável pelo atendimento é investigada pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) por homicídio com dolo eventual. Segundo a família, o menino recebeu adrenalina por via intravenosa, quando a indicação padrão seria a administração por nebulização.
O hospital afastou a médica e uma técnica de enfermagem no dia seguinte ao caso, que ganhou ampla repercussão na mídia local e nacional.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a dose administrada teria sido 30 vezes superior ao recomendado. A médica recebeu um salvo-conduto da Justiça do Amazonas que impede sua prisão preventiva e eventual busca e apreensão em sua residência.
A decisão liminar foi assinada na noite de quinta-feira, 27, pela desembargadora plantonista Onilza Abreu Gerth, em um Habeas Corpus preventivo.

A defesa da médica afirma que ela prescreveu adrenalina para uso por nebulização e que o erro ocorreu na aplicação feita por uma técnica de enfermagem, que teria injetado a substância diretamente na veia. Os advogados também alegam falhas no sistema do hospital, que teria registrado a prescrição em nome de outro médico.






