Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram, nesta quinta-feira, 2/7, uma nota pública de repúdio à agressão e à denúncia de injúria racial sofridas pelo jornalista Marcelo Rocha, colaborador da Mídia Ninja, durante a cobertura do 59º Festival Folclórico de Parintins.
No comunicado, as entidades classificam o episódio como “inadmissível” e afirmam que profissionais da imprensa não podem ser alvo de violência ou discriminação no exercício da atividade jornalística.
O sindicato e a federação também destacam que o racismo, o preconceito e as violências física, verbal e psicológica atentam não apenas contra a dignidade dos trabalhadores, mas também contra os princípios dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.
“As entidades reafirmam seu compromisso intransigente no combate a todas as formas de opressão e prestam total solidariedade ao jornalista Marcelo Rocha”, diz um trecho da nota.
Além da solidariedade ao profissional, o SINJOR/AM e a FENAJ cobraram das autoridades competentes uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Em resposta sobre as atualizações sobre o caso, o jornalista Marcelo Rocha afirmou ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS que o que o ocorreu não pode se tornar motivo para violências físicas ou de cunho racial.
“É importante que o festival cuide melhor das pessoas com deficiência, dividir a área com os profissionais de imprensa ainda mais com as novas regras onde os jurados ficam também na área acima é algo completamente ruim para experiência de todos. Mas isso não pode se tornar motivo para violências físicas ou de cunho racial”, relata.
O caso
Marcelo Rocha denunciou ter sido agredido na madrugada da última segunda-feira, 29/6, enquanto realizava a cobertura da apresentação do Boi Garantido no Bumbódromo de Parintins.
Segundo o jornalista, ele registrava imagens da entrada da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, posicionado no fosso destinado à imprensa, quando foi solicitado por uma espectadora a abaixar o celular.
Ao informar que estava trabalhando e precisava concluir o registro, afirma ter recebido rapidamente um tapa no rosto. Ainda de acordo com o relato, ao tentar identificar a agressora, a mulher voltou a abordá-lo e teria proferido ofensas racistas, chamando-o de “neguinho vagabundo”.
Após a confusão, ambos foram conduzidos à delegacia instalada no Bumbódromo. O caso foi registrado por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e está sendo analisado pelo Juizado Especial Criminal de Parintins.






