Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) manifestou, na tarde deste sábado, 16/8, preocupação com as denúncias feitas pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) em Brasília sobre a existência de um “cartel de combustíveis em Manaus”. As acusações envolvem a Rede Atem e outras redes de postos da capital amazonense.
Em nota enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o sindicato destacou que a percepção de uniformidade nos preços dos combustíveis é uma realidade para os consumidores do estado. Entre as medidas apontadas pela entidade está o retorno da Petrobras no setor de refino do Amazonas.
“Essa prática reforça a percepção de ausência de concorrência real no setor e penaliza a população amazonense, que paga uma das gasolinas mais caras do país, mesmo o Amazonas sendo um estado produtor de petróleo”, afirmou o Sindipetro-AM.
Saiba mais: Vereador Rodrigo Guedes denuncia ‘cartel de combustíveis’ em Manaus ao Cade e Ministério de Minas e Energia

A entidade também lembrou que já formalizou denúncias semelhantes junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), alertando para práticas abusivas no mercado local — especialmente após a privatização da Refinaria Isaac Sabbá (REAM).
Segundo o sindicato, desde a venda da unidade, os preços da gasolina e do diesel sofreram aumentos sucessivos, sem contrapartidas em investimentos, geração de empregos ou garantia de segurança energética para o estado.
Sindicato propõe medidas para enfrentar abusos
Na mesma nota, o Sindipetro-AM defendeu uma série de medidas para enfrentar o problema e garantir o direito da população a preços mais justos nos combustíveis. Entre as propostas, estão:
- Reestatização da REAM e o retorno da Petrobras ao setor de refino no Amazonas, com o objetivo de garantir preços mais acessíveis e maior controle público sobre a produção;
- Fortalecimento dos órgãos de fiscalização, como o Cade, a ANP e o Ministério de Minas e Energia, para coibir práticas anticompetitivas no mercado regional;
- Implementação de políticas públicas que assegurem preços compatíveis com a realidade de um estado produtor de petróleo.
“O preço alto da gasolina em Manaus e no Amazonas é resultado de uma combinação entre monopólio privado no refino, concentração da distribuição e ausência de regulação efetiva. O povo amazonense não pode continuar sendo lesado por práticas que favorecem grupos privados em detrimento do interesse coletivo”, concluiu o sindicato.






