Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) -A disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026 deve ser uma das mais acirradas da história política do Amazonas. A avaliação é da pesquisadora do Instituto Convergente, Érica Lima, que possui mais de 10 anos de experiência em pesquisas qualitativas e, em entrevista ao quadro Jogo Limpo da Rádio Rios FM, destacou que, apesar das especulações, tanto nomes tradicionais quanto novas lideranças seguem com chances reais, entre eles, o governador Wilson Lima (União Brasil), Eduardo Braga (MDB), o senador Plínio Valério (PSDB) e o deputado Capitão Alberto Neto (PL).
Segundo Érica, embora as pesquisas já apontem alguns nomes que aparecem com destaque nas intenções de voto, o quadro ainda é incerto e pode mudar conforme as articulações partidárias e as estratégias eleitorais evoluem. “A pesquisa é um retrato de momento”, explicou.
Wilson Lima segue no tabuleiro político
Durante a entrevista, Érica Lima reforçou que o atual governador não deve ser descartado da disputa. “Tem pessoas que falam, por exemplo, que o Wilson Lima não tem chance. A gente não pode falar isso, a gente não pode colocar que isso é uma verdade”, afirmou.
Para ela, apesar das análises precipitadas, todos os principais nomes ainda estão no “tabuleiro” e usarão diferentes estratégias ao longo do processo.
Ela também rebateu narrativas que tentam descartar nomes tradicionais. “Tem pessoas que falam que Eduardo Braga é uma velha política e que esse está descartado. Com certeza também não podemos falar isso.” A mesma análise se aplica ao senador Plínio Valério.
Alberto Neto ganha protagonismo
Érica destacou que novas lideranças também devem exercer papel central na disputa — e uma das principais forças nesse grupo é Alberto Neto (PL). Segundo a pesquisadora, o atual deputado federal “tem um capital político” adquirido nas últimas eleições, em que chegou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Manaus, o que o coloca entre os protagonistas do pleito.
O crescimento de Alberto Neto dentro do PL, aliado à sua presença constante no debate político estadual, reforça sua posição de destaque na corrida daqueles que disputam diretamente as duas vagas ao Senado, um fator que, na avaliação de Érica, pode alterar significativamente o resultado final.
Pesquisa não é bola de cristal
Ao comentar sobre o papel dos institutos de pesquisa, Érica reforçou que os levantamentos não servem para prever o resultado final, mas sim para identificar tendências e mudanças no comportamento do eleitor.
“O pesquisador, se ele chegar e disser: ‘eu já sei o que vai acontecer na eleição do Amazonas’, está mentindo. E já está errado por aí. Primeiro que não é uma bola de cristal, é ciência. E está se falando sobre comportamento e modo de pensar e de decidir do outro.”
Ela explicou que as pesquisas trabalham com “oscilações de números” e ajudam a entender por que discursos mudam ao longo do tempo.






