Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em coletiva de imprensa realizada logo após a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores, na quarta-feira, 1° de janeiro, David Almeida (Avante) anunciou o ex-vereador Sassá da Construção Civil (PT) como secretário extraordinário da Prefeitura de Manaus.
O prefeito respondeu às perguntas sobre a inclusão de ex-parlamentares derrotados nas últimas eleições em sua equipe de governo. A novidade foi o nome de Sassá, que vai compor o secretariado.
A função de secretário extraordinário envolve, principalmente, ações de interlocução com a sociedade civil e também articulação entre os poderes do governo federal e estadual, auxiliando os demais secretários e o próprio prefeito na criação de políticas públicas.
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Além de Sassá, outros nomes foram confirmados para cargos estratégicos na administração municipal. Entre eles, o ex-vereador Antônio Peixoto (PSD), que enfrentou um processo de cassação por fraude na cota de gênero de seu antigo partido, Agir. Também foram anunciados Isaac Tayah (MDB) e Fransuá (PV), que assumirá a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima), Wallace Oliveira (DC) que será o novo titular da Corregedoria do Município (CGM), enquanto Alonso Oliveira (Agir) ficará à frente da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi).
“Eles estiveram comigo no primeiro mandato, mas, infelizmente, não conseguiram a reeleição. O vereador Wallace assume a Corregedoria, o vereador Sassá será secretário extraordinário, o vereador Isaac comporá nossa gestão, Peixoto também estará conosco, e Alonso vai para a Semtepi. Não deixamos guerreiros no caminho. É na alegria e na tristeza, na adversidade e na bonança que seguimos juntos”, destacou David Almeida sobre a importância de manter sua base unida.
A decisão de integrar políticos derrotados nas urnas levantou críticas de parte da sociedade, que rejeitou esses nomes nas eleições. No entanto, a medida reflete a relação estreita que muitos parlamentares mantêm com o prefeito, além de premiar a lealdade demonstrada enquanto estavam na Câmara. Para Almeida, trata-se de uma forma de manter esses aliados politicamente ativos, com vistas a futuras disputas eleitorais.






