Andreza Maria Cunha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), subiu o tom contra o governador tampão Roberto Cidade (União) durante um evento de apoio à reeleição do senador Plínio Valério (PSDB), na sexta-feira, 28/8. Além de criticar a atual administração estadual, Renato associou diretamente Cidade ao ex-governador Wilson Lima (União) e afirmou que a eleição representaria, na avaliação dele, uma tentativa de continuidade do antigo governo.
“Eu vou abrir os olhos da população para que a população possa entender que o ex-governador Wilson Lima e Roberto Cidade são uma coisa só. E a pergunta é: você daria um terceiro mandato para Wilson Lima? Ele está tentando de novo com o Roberto Cidade”, declarou.
A fala ocorre em meio à disputa pelo Governo do Amazonas. Renato apoia David Almeida (Avante), enquanto Roberto Cidade busca permanecer no comando do Estado após assumir o cargo com a saída de Wilson Lima, que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado.
Durante o discurso, Renato também chamou o governador de “Cidade caloteiro” ao acusá-lo de manter débitos e citou diferentes categorias profissionais que, segundo ele, teriam pagamentos pendentes.
“Por isso o governador que está agora, é uma coisa chamada ‘Cidade caloteiro’. Por quê? Porque o povo sabe disso. Ele deve o pedreiro, o padeiro, o enfermeiro, o assistente de enfermagem”, afirmou.
As declarações foram feitas no contexto da campanha eleitoral e representam acusações do prefeito contra a gestão estadual.
Transporte entra no embate
Outro episódio citado por Renato para criticar o grupo adversário foi a crise envolvendo o transporte coletivo de Manaus.
O prefeito afirmou que, durante uma paralisação do sistema, houve uma tentativa de responsabilizar a Prefeitura pela situação. Segundo ele, o Governo do Amazonas também teria obrigações financeiras relacionadas ao setor.
“Teve uma greve de transporte em Manaus e aí tentaram dizer que estava tudo em dia com Manaus. O quê? Não deixo. Mentira, não”, declarou.
Renato afirmou ainda que houve pagamento após a repercussão do episódio e utilizou o caso para reforçar as críticas ao governo estadual e justificar o enfrentamento político durante a campanha.
Viaduto Rei Pelé
Renato também voltou a citar o Viaduto Rei Pelé, na zona Leste de Manaus, obra realizada pela prefeitura a partir de um convênio firmado com o Governo do Amazonas.
Segundo o prefeito, o Estado teria se comprometido a repassar aproximadamente R$ 80 milhões para a intervenção, mas teria enviado cerca de R$ 30 milhões. Com isso, de acordo com Renato, o município precisou assumir recursos adicionais para concluir a obra.
“De R$ 80 milhões, mandaram R$ 30 [milhões], achando que a Prefeitura de Manaus não ia completar. Deixaram de pagar, ficaram devendo para o povo da zona Leste”, disse.
O prefeito também acusou a antiga administração estadual de ter dado um “calote” na população da região.
Ao longo do discurso, Renato afirmou que não pretende permanecer neutro durante a campanha e que vai se posicionar sempre que considerar necessário.
“Eu não ia ficar me acovardando. Eu não ia ficar de forma nenhuma calado. Sabe por quê? Porque eu não sou um homem de me curvar, de ficar neutro. Eu me posiciono”, declarou.
Renato encerrou as críticas reafirmando apoio a David Almeida para o Governo do Amazonas e disse estar ansioso pelo fim da eleição para que, segundo ele, “o Amazonas volte a ter governador”.






