Redação Rios
MANAUS (AM) – Nesta sexta-feira, 4/4, a Equipe de Cão de Faro da Receita Federal em Manaus, realizou uma operação no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, que resultou na apreensão de 12 Arraias.
Durante procedimentos de controle aduaneiro foram encontradas 12 Arraias da espécie Potamotrygon Motoro, também conhecida como Arraia Olhos-de-Pavão, que estavam sendo enviadas ilicitamente de Manaus para São Paulo.
As Arraias, consideradas peixes ornamentais de alto grau de proteção pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estavam sendo declaradas como espécies de Tucunaré, em uma tentativa de burlar as regulamentações.
A ação da Receita Federal, em coordenação com o Ibama e a Polícia Federal, resultou na prisão em flagrante da responsável pela remessa, que foi conduzida para a Superintendência da PF.
As Arraias, ainda vivas, foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama. Registros mostram que a pessoa presa já enviou um total de 628 volumes com características semelhantes desde janeiro de 2022, levantando preocupações sobre atividades ilegais contínuas.
Atuação
A Alfândega do Aeroporto de Manaus informou que as ações de fiscalização e controle aduaneiro realizadas têm por objetivo evitar a circulação, no território nacional, de produtos potencialmente nocivos à saúde e ao meio ambiente, e inibe a prática de crimes que geram desemprego, sonegação de impostos e concorrência desleal à indústria e ao comércio local.
A Receita Federal também alerta que muitos casos de contrabando e descaminho, considerados pela população como crimes “menores”, estão ligados ao crime organizado que atua nas fronteiras brasileiras.
Essas organizações criminosas, que promovem tráfico internacional de drogas, armas e munições, utilizam-se do mercado ilegal de produtos como forma de financiamento para suas ações.
“É importante que a população se conscientize de que o que pode parecer uma ‘pequena transgressão’ traz grandes prejuízos ao país, contribuindo inclusive para a deterioração da segurança pública”, disse a Receita Federal.
*Com informações da assessoria






