Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O cardeal americano Robert Francis Prevost, agora Papa Leão XIV, foi escolhido como o novo líder da Igreja Católica, sucedendo o Papa Francisco, nesta quinta-feira, 8/5. Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, comentou as expectativas em relação ao novo pontificado.
“Conhecemos o Cardeal Prevost, hoje Papa Leão XIV, e sabemos de sua proximidade com o Papa Francisco e de seu perfil pastoral-missionário. Esperamos que haja continuidade no processo evangelizador e nas aberturas iniciadas pelo Papa Francisco”, afirmou Dom Zenildo Lima.
Com uma longa trajetória na Igreja Católica, Dom Zenildo já atuou em diversas paróquias de Manaus, como São Lázaro, Santa Cruz, Nossa Senhora Auxiliadora e São Raimundo. Atualmente, é reitor do Seminário Arquidiocesano São José e vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama).
Ao falar sobre a escolha do novo Papa, Dom Zenildo ressaltou a importância de que o novo pontificado mantenha o foco em questões socioambientais, principalmente relacionadas à Amazônia. Segundo ele, Papa Leão XIV, que já foi um interlocutor da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), deve continuar abordando os desafios ambientais e sociais da região.
“Quando falamos de questões socioambientais, estamos falando da vida das pessoas. Tenho certeza de que, por causa da proximidade do Papa Leão XIV com a Amazônia, essas questões estarão entre suas preocupações e intervenções pontifícias”, reforçou.
Dom Zenildo também destacou que a Igreja deve continuar sendo um espaço inclusivo e acolhedor, combatendo preconceitos e promovendo a fraternidade, princípios que foram amplamente defendidos pelo Papa Francisco.
Sobre a escolha do novo Papa, ele revelou que havia expectativa e preocupação em relação ao cardeal brasileiro Dom Leonardo Steiner, que chegou a ser cotado como um possível sucessor de Francisco. “Dom Leonardo é uma liderança muito importante, não só para a nossa arquidiocese, mas para toda a Igreja na Amazônia”, destacou.






