Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Pais e responsáveis de crianças que frequentam o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, localizado na avenida Torquato Tapajós, na zona Norte de Manaus, relatam dificuldades no atendimento médico.
Entre os relatos, está o da dona de casa Rosileila Oliveira da Silva, que passou por uma situação angustiante com seu filho de 1 ano, ao ir até a unidade hospitalar. Segundo a mãe, houve falta de compromisso na prestação de serviços e na pontualidade dos profissionais de saúde.
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Ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, Rosileila contou sobre a dificuldade enfrentada ao tentar realizar uma tomografia no filho. A mãe chegou ao hospital às 5h45 da manhã, buscando garantir que seu filho fosse atendido rapidamente.
“Meu filho nasceu com suspeita de hidrocefalia e a médica solicitou uma tomografia. Eles pedem para chegar trinta minutos antes. Cheguei lá às quinze para as seis, porque queria que meu filho fosse um dos primeiros. Às seis horas fomos os primeiros a entrar. O rapaz da recepção me chamou e disse para seguir para onde seria o atendimento. Cheguei lá e a moça me informou que o médico estava chegando, isso era seis e quinze”, relatou Rosileila.
No entanto, apesar de terem entrado cedo, o atendimento médico só foi ocorrer mais de três horas depois.
“Quando deu seis e meia eu perguntei de novo. Deu sete horas e nada, deu oito e nada. Resumindo, saí de lá às nove e quarenta e cinco. Foi nesse horário que ele fez o exame. Ele chorou tanto que dormiu soluçando e chorando. Chegamos cedo e a recomendação era que ele não comesse nada. A criança comeu pela última vez de madrugada, mamou no peito apenas”, desabafou a mãe.
Segundo Oliveira, é indicado que o paciente chegue com cerca de 30 minutos de antecedência, mas mesmo cumprindo a recomendação, o médico só apareceu às 8h40 da manhã.
“De acordo com o relatório do SISREG, temos que chegar mais cedo. Mas e o médico? Ela disse que ele chegaria às seis e quinze, mas chegou às oito e quarenta. Eles ficam conversando, ficam no telefone e a criança chorando. Além do meu filho, havia outras crianças, uma com síndrome de Down e outras autistas”, relatou a mãe.
A mãe destaca a situação de outras crianças, principalmente atípicas, que acabam enfrentando as mesmas dificuldades.
“Agora se coloca no lugar de quem leva uma criança autista, uma criança normal já não para, e com fome? O que a gente vai pensar? A gente sai de casa pensando que vai ser atendida logo, que vai voltar e dar comida para seu filho, e chegam lá e eles demoram para chegar, demoram para atender. E sai de casa, fui para o T5, peguei um uber, tudo para chegar mais rápido e ser atendida, e não é isso que acontece.”, contou Rosileila.
O relato de Rosileila demonstra os problemas recorrentes enfrentados por famílias que buscam atendimento no Hospital Delphina Aziz. Além disso, Oliveira ressaltou a preocupação com as condições das crianças durante a espera.
“As crianças ficam com fome, chorando, as mães ficam preocupadas, as crianças começam a se agitar e eles ficam lá no celular e conversando. Olha o horário que eu cheguei e a hora que eu saí. Sendo que a tomografia não demora”, disse.
Nota de esclarecimento
A equipe de REPORTAGEM solicitou esclarecimentos por parte do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, mas até o fechamento deste material não obteve retorno. O espaço segue aberto para o retorno.






