Júnior Almeida – Rios de Notícias
AMAZONAS – Subiu para 118 o número de dragas destruídas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Boiúna, que combate o garimpo ilegal no Amazonas. O último balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 17/9, às 15h31, após o terceiro dia da ação.
Segundo a PF, os equipamentos inutilizados destruídos hoje, estão avaliados em cerca de R$ 18 milhões. As dragas eram usadas para retirar ouro do leito do rio Madeira nos municípios de Humaitá e Manicoré, a 590 quilômetros de Manaus. A operação também tem alvos no estado de Rondônia e, até o momento, não tem prazo para terminar.
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De acordo com o balanço, só no Amazonas, 71 dragas foram destruídas no primeiro dia de operação, 27 no segundo e mais 20 neste terceiro dia. Novos vídeos enviados à Rede RIOS DE COMUNICAÇÃO mostram a destruição das estruturas nesta quarta.
As estruturas utilizadas pelos garimpeiros funcionam como grandes aspiradores aquáticos, retirando sedimentos do fundo do rio em busca de minerais preciosos. Além do impacto ambiental, elas são consideradas o principal instrumento do garimpo ilegal na região amazônica.
Confrontos e paralisação
A destruição das dragas tem provocado protestos e paralisações. Em Humaitá, garimpeiros se reuniram contra a ação e houve confronto com policiais. A prefeitura do município também chegou a suspender as aulas por causa do risco de novos conflitos.
Em Manicoré, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores divulgaram nota de repúdio, afirmando que parte dos atingidos seriam “extrativistas minerais familiares” e que a queima das balsas destruiu o sustento de famílias locais.
Operação reforçada



A Operação Boiúna é coordenada pela Polícia Federal com apoio da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos de segurança. Até agora, além das dragas, equipamentos eletrônicos também foram apreendidos para auxiliar nas investigações.






