Facebook Instagram Youtube X-twitter

RIOS FM 95,7 AO VIVO

Seu navegador não suporta o elemento audio

  • Início
  • Política
  • Cidades
  • Polícia
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Cultura
  • Municípios
  • Especiais
  • Início
  • Política
  • Cidades
  • Polícia
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Cultura
  • Municípios
  • Especiais

RIOS FM 95,7 AO VIVO

Seu navegador não suporta o elemento audio

Facebook Instagram Youtube X-twitter
  • Início
  • Política
  • Cidades
  • Polícia
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Cultura
  • Municípios
  • Especiais
  • Início
  • Política
  • Cidades
  • Polícia
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Cultura
  • Municípios
  • Especiais
Home Cidades

Morte de bebê na Maternidade Dona Lindu expõe denúncias de negligência e falhas no atendimento a gestantes

Especialistas ouvidas pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS comentaram o caso e destacaram que situações como essa evidenciam a fragilidade do sistema de atendimento obstétrico no estado

29 de outubro de 2025
em Cidades
Tempo de leitura: 9 min
Dona-Lindu

Maternidade Dona Lindu em Manaus (Foto: Divulgação/Susam)

FacebookTwitterWhatsapp
Caio Silva – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – O caso relatado por Thalita Araújo, mãe de Tamiris Araújo, que aguardava o nascimento da pequena Aurora Beatriz, ganhou ampla repercussão nas redes sociais após denúncias de negligência médica na Maternidade Instituto Dona Lindu, em Manaus.

O episódio reacendeu o debate sobre as falhas no atendimento a gestantes e a necessidade de melhorias nas maternidades públicas do Amazonas.

O caso causou comoção e indignação, levantando discussões sobre a qualidade do atendimento obstétrico e a responsabilização por falhas médicas em partos de risco.

APP Rios de Notícias APP Rios de Notícias APP Rios de Notícias
Instituto-da-Mulher-Dona-Lindu
A morte de Aurora causou comoção nas redes sociais (Foto: Reprodução – Redes Sociais / SES – AM)

Leia também: Deboche e descaso: mulher relata negligência antes da morte da neta em maternidade de Manaus

Especialistas ouvidas pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS comentaram o caso e destacaram que situações como essa evidenciam a fragilidade do sistema de atendimento obstétrico no estado, especialmente no que diz respeito à humanização, ao preparo das equipes médicas e à falta de protocolos eficazes de emergência.

Negligência médica e violência obstétrica

Para Gabriela Repolho, doula e fundadora do Humaniza Coletivo, com colaboração da obstetriz Larissa Costa, condutas médicas que podem caracterizar negligência incluem demora no atendimento, falta de avaliação adequada na admissão e ausência de monitoramento de sinais de risco, como hipertensão.

“A negligência também é uma forma de violência obstétrica. O não cumprimento de protocolos, a desvalorização da fala da gestante e a discriminação no atendimento aumentam a chance de não identificar o risco e impedem sua resolução em tempo oportuno”, explica.

A especialista destaca a diferença entre uma complicação inevitável e um caso de omissão médica.

“A complicação inevitável é um evento adverso que ocorre mesmo com o cumprimento de todos os protocolos. Já a omissão ocorre quando há falha na conduta profissional — seja por negligência, imprudência, imperícia, atraso injustificado, ausência de acompanhamento ou descumprimento de protocolos”, afirma Gabriela.

Gabriela Repolho e Larissa Costa – Foto: Arquivo Pessoal

Ela também alerta que um atendimento frio e desumanizado torna o ambiente de parto hostil e inseguro.

“O medo e o estresse materno aumentam, o que interfere na liberação de ocitocina — hormônio essencial para o trabalho de parto — e pode prolongar o processo, levando a intervenções que seriam evitáveis. A falta de escuta e acolhimento contribui para traumas psicológicos, como depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático”, ressalta.

Segundo Gabriela, a violência obstétrica (VO) é definida pela Lei Estadual nº 4.848/2019 como qualquer prática que desrespeite a autonomia, segurança e integridade da mulher ou pessoa gestante durante o ciclo gravídico-puerperal.

“É importante reforçar que essa violência ocorre tanto em instituições públicas quanto privadas”, pontua.

A especialista defende medidas como o fortalecimento do pré-natal de alto risco, com triagem precoce, encaminhamento para unidades de referência, e capacitação contínua das equipes em ética, comunicação empática e manejo de emergências obstétricas.

“É essencial investir em infraestrutura humanizada, garantir a presença de acompanhantes e doulas, e fiscalizar as unidades que descumprirem as normas de atenção humanizada”, conclui.

Marcas da dor

O caso ocorrido na Maternidade Dona Lindu deixou marcas profundas em Tamiris Araújo, que relatou ter conhecido a filha Aurora Beatriz já sem vida, com ferimentos na cabeça e na testa.

“A minha bebê era perfeita e cheia de saúde. Ela estava normal, mas por negligência médica, eu a perdi”, lamentou.

Tamiris pede justiça e diz que outras mães relataram experiências semelhantes na unidade.

“Várias mães disseram que passaram pela mesma negligência e perderam seus bebês. Eu já estava exausta, com dor, e ninguém me avaliava”, contou.

Ela relata ainda um dos momentos mais dolorosos: após o óbito, precisou esperar para realizar a cesariana. “Me levaram para a sala de cirurgia, mas me retiraram de lá porque havia chegado uma emergência que diziam ser mais grave. Colocaram outra paciente no meu lugar e eu tive que esperar ainda mais”, relatou Tamiris.

Marcas do passado

O caso também trouxe à tona relatos anteriores de violência obstétrica na mesma unidade. Em 2021, Chay Santos, 36, denunciou ter sofrido maus-tratos e descaso durante o parto de sua filha Olívia, hoje com quatro anos.

“Infelizmente, nada mudou na Maternidade Dona Lindu. As gestantes continuam sendo tratadas com descaso. Quatro anos se passaram e ainda é triste ver tantas mulheres passando pelas mesmas dores”, afirmou.

Chay Santos e sua filha Olivia (já com 4 meses) após o episódio – Foto: Arquivo Pessoal

Após o parto, Chay apresentou febre alta e dores abdominais, sendo diagnosticada com edema na cicatriz da cesariana. Ela precisou ser reoperada e, na segunda cirurgia, os médicos identificaram uma infecção por Pseudomonas, bactéria associada à falta de higiene hospitalar.

“O sistema público precisa cuidar melhor das gestantes, principalmente das que têm gravidez de risco. As equipes precisam ser treinadas para agir com empatia, respeito e rapidez”, declarou.

Chay também criticou as condições precárias da maternidade. “Parecia um comércio clandestino. Camas e lençóis sujos, mau cheiro, falta de higiene. Mais do que equipamentos, falta uma cultura de cuidado, onde a vida da mãe e do bebê sejam prioridade”, concluiu.

Posicionamento

O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para solicitar um posicionamento sobre as denúncias, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Tags: AmazonasatendimentofalhasMulheres gravidasnegligência médica

Mais notícias

Operação Sauim do Ibama aponta irregularidades e suspende obra em Manaus

Operação Sauim resulta em notificações e paralisação de obra em Manaus

21 de janeiro de 2026
0

Lauris Rocha - Rios de Notícias MANAUS (AM) - O Ibama no Amazonas divulgou, nesta quarta-feira, 21/1, o balanço da...

Adolescente tem parte do braço amputado e família denuncia negligência médica no Hospital da Criança zona Sul

Família denuncia negligência médica após adolescente ter parte do braço amputado no Hospital da Criança zona Sul

21 de janeiro de 2026
0

Elen Viana - Rios de Notícias MANAUS (AM) – Familiares da adolescente Ruana Gabrielly da Cruz Araújo, de 13 anos,...

Abandono no Distrito Industrial: buracos, prejuízos e protestos tomam a Avenida Hibisco

Abandono no Distrito Industrial: buracos, prejuízos e protestos tomam a avenida Hibisco

21 de janeiro de 2026
0

Lauris Rocha - Rios de Notícias MANAUS (AM) - A avenida Hibisco, localizada no Distrito Industrial 2, na zona Leste...

Jovem relata abandono e falta de infraestrutura em Manaus

‘Manaus tá um caos’, diz jovem em relato nas redes sociais sobre abandono e falta de infraestrutura da capital

21 de janeiro de 2026
0

Elen Viana - Rios de Notícias MANAUS (AM) – “Manaus tá um caos”, afirmou a jovem Bárbara Silveira em publicação...

Suspensão de novos vistos de imigração para os EUA começa nesta quarta

Suspensão de novos vistos de imigração para os EUA começa nesta quarta

21 de janeiro de 2026
0

Redação Rios MUNDO - O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) suspendeu temporariamente, a partir desta quarta-feira, 21/1, a...

Piso do magistério tem reajuste de 5,4% e vai a R$ 5,1 mil em 2026

Piso do magistério tem reajuste de 5,4% e vai a R$ 5,1 mil em 2026

21 de janeiro de 2026
0

Redação Rios BRASÍLIA (DF) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 21/1, a Medida Provisória (MP)...

Facebook Instagram X-twitter Youtube
  • Sobre Nós
  • Faça sua denúncia
  • Participe do Nosso Grupo de Whatsapp

Anuncie Conosco

  • +55 (92) 3085-7464
  • comercialradio95.7fm@gmail.com
  • Av. Rio Madeira, 444 - Nossa Sra. das Graças
    Manaus-AM - CEP: 69053-030

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver mais resultados
  • Anuncie Conosco
  • Backup
  • Faça sua denúncia
  • Fale Conosco
  • Modelo categoria
  • Política de privacidade
  • Portal
  • Portal
  • Rede Rios App
  • RETROSPECTIVA 2023
  • RETROSPECTIVA 2024
  • Sobre Nós
  • teste

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.