Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma moradora do Conjunto Manoa, na zona Norte de Manaus, denunciou uma obra inacabada realizada pela concessionária Águas de Manaus na rua Dr. Sólon Pinheiro. Segundo ela, a intervenção deixou prejuízos e transtornos que ainda não foram solucionados.
De acordo com Inês Leite, de 60 anos, funcionários da concessionária quebraram parte da via para instalar um cano de esgoto e acabaram danificando a tubulação da residência dela. “Eles quebraram, jogaram barro. Dá para ver até o barro subindo na minha cerâmica”, relatou.
A moradora afirma que o serviço não foi concluído e que a empresa não deixou qualquer comunicado sobre a intervenção. Ela conta que estava viajando, enquanto o marido passava o dia fora trabalhando. “Quando ele chegou à noite, já estava tudo alagado”, disse.
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Transtornos
Inês relata que, com a chuva registrada no último sábado, 29/11, a caixa de gordura da casa transbordou, fazendo a água retornar para dentro da residência. O problema atingiu inclusive o banheiro. “O que eu temia aconteceu”, afirmou.
Moradores também informaram que um caminhão-pipa esteve no local e realizou uma limpeza a jato. No entanto, o barro permanece acumulado na rua. “A gente não consegue entrar nem sair de casa. É um pesadelo”, contou uma moradora.
A situação gerou ainda mais preocupação, já que ela estava fora da cidade. “Estou tentando falar com as pessoas responsáveis, mas ninguém quer me atender”, destacou.
Na segunda-feira, 1º/12, ela enviou um vídeo ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostrando água entrando para dentro da própria casa. Nas imagens, é possível ver a calçada completamente molhada. “Não posso usar o banheiro, nem lavar roupa, nem nada”, relatou.
A moradora afirma que o piso segue constantemente molhado por causa do vazamento provocado pelo esgoto obstruído, além do excesso de barro deixado após a obra. “Olha a quantidade de barro que está saindo”, disse.
Posicionamento
O riosdenoticias.com.br entrou em contato com a concessionária Águas de Manaus e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.






