Redação Rios
MANAUS (AM) – Forte opositora da atual gestão da Prefeitura de Manaus, a pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal, Professora Maria do Carmo, conversou com o Portal RIOS DE NOTÍCIAS sobre o pedido de impeachment protocolado nesta semana pela oposição na Câmara Municipal.
“Desviar dinheiro da educação é ilegal e imoral! A bola agora está com os vereadores. É hora da cobrança e da pressão popular para que os aliados de David Almeida não derrubem o pedido”, disse a professora.
A medida se pauta no desvio de quase R$ 42 milhões dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), até então administrada pela irmã do prefeito, Dulce Almeida, para pagar dívidas do plano de saúde dos servidores da educação.
Em agosto do ano passado, a denúncia foi apresentada pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
“Um absurdo! Primeiro que é ilegal, o Fundeb é exclusivamente para ações como manutenção, reformas e melhorias nas escolas. Em segundo lugar, todo mundo sabe, e tem inúmeras denúncias sobre a bagunça que fizeram com o serviço de atendimento médico dos trabalhadores municipais, que nunca foram tão desvalorizados como nesta gestão. E olha que nem estamos falando de outras denuncias feitas pela Polícia Federal envolvendo as secretarias de obras e limpeza pública”, criticou Maria do Carmo.
Entenda o caso
Na quarta-feira, 11/6, o vereador Rodrigo Guedes (PP) protocolou um pedido de impeachment contra o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). A iniciativa foi motivada por indícios de irregularidades no uso de recursos do Fundeb e pela forma como o reajuste salarial dos profissionais da educação foi conduzido.
O pedido ocorre em meio a protestos da categoria, que critica a falta de transparência na gestão dos recursos e contesta o reajuste de 5,48%, considerado insuficiente frente aos 10% reivindicados.
Pelo Regimento Interno da Câmara, o processo só avança se o presidente da Casa, David Reis (Avante), colocar o pedido em votação. Para ser aprovado, é necessária maioria absoluta dos vereadores. Se aceito, será instaurada uma comissão processante para investigar e julgar os atos do prefeito.






