Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, foi ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), nesta sexta-feira, 4/9, acompanhada do corpo jurídico da sua campanha eleitoral, para contestar as acusações que passaram a associar seu nome à apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de skunk e à prisão de um homem que, supostamente, se apresentava nas redes sociais como coordenador de campanha.
Durante a sua manifestação à imprensa, Maria do Carmo afirmou confiar nas instituições e disse que não aceitará que seu nome seja relacionado a qualquer atividade criminosa por questões políticas ou eleitorais de seus adversários.
“Se tem algo que eu faço questão, tenho muito orgulho, é do meu nome. De não ter história, de não ter traços metidos com nada de errado, absolutamente nada. A minha vida inteira foi uma vida limpa, honrada, então não vou tolerar que alguém venha me colocar sequer próximo de uma situação como essa que a gente está vendo aí. Então, eu estou aqui para exigir uma investigação paralela, autônoma”, disse.
Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo

As declarações ocorrem no mesmo dia em que a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apreendeu 2,5 toneladas de drogas. Segundo a corporação, no imóvel, em frente ao local onde estava o caminhão com entorpecentes foram encontrados materiais de campanha vinculados à candidata do PL.
Maria do Carmo afirmou que qualquer pessoa poderia ter colocado material de campanha no imóvel e negou ter qualquer relação com o material encontrado.
“Não sei como meu material pode ter parado ali, porque qualquer pessoa pode colocar. Certamente não fui eu, não tenho nada a ver com isso. Quando a gente não tem nada a esconder, não tem nada debaixo do tapete, você não tem medo de enfrentar”, declarou.
A candidata ainda criticou adversários políticos e afirmou que não permitirá que seu nome seja colocado “no mesmo parâmetro” de criminosos.
“Nunca tive medo de enfrentar bandido, inclusive tomei à frente quando meu marido foi sequestrado, a gente sempre confiou nas instituições e a gente sempre buscou o Ministério Público, o Gaeco, porque a gente confia no trabalho da polícia”, disse a candidata.
Maria do Carmo aproveitou para parabenizar o trabalho da Polícia Civil na apreensão das toneladas de droga, mas classificou como “inaceitável” a presença e exposição de cartazes de sua campanha em meio às drogas encontradas.
“Quero parabenizar a polícia pela apreensão das duas toneladas e meia de droga. Agora, não posso aceitar que coloque um cartaz de minha campanha para dar margem para que as pessoas possam pensar e me colocar no mesmo barco. Isso daí não vou tolerar”, ressaltou.
O advogado da candidata, Sérgio Bringel, que acompanha a situação, afirmou que a coligação “Mudar é Urgente” já apresentou denúncias ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sobre o possível uso da estrutura do Estado em favor de interesses políticos partidários.
“Existem hoje diversas decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, algumas inclusive sendo descumpridas pelo governador e seus aliados, que o impedem do uso da estrutura do Estado em favor do seu projeto político”, destacou.






