Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Manaus amanheceu neste sábado, 17/10, encoberta por uma densa camada de fumaça provocada pelas queimadas no Amazonas. A poluição atingiu níveis classificados como péssimos pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Por volta das 6h55, um dos sensores do sistema registrou 457,7 µg/m³ de poluentes no bairro Coroado, na zona Leste da capital. O valor é 3,66 vezes superior ao patamar de 125 µg/m³, a partir do qual a qualidade do ar é classificada como péssima pelo Selva, e ultrapassa em mais de 18 vezes o limite de referência para a faixa de ar bom.
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O cenário também foi registrado pela plataforma internacional IQAir. Por volta das 6h, Manaus atingiu 441 pontos no Índice de Qualidade do Ar (AQI), com classificação considerada perigosa.
Pior qualidade do ar do mundo
A capital amazonense também apareceu na primeira posição do ranking mundial de cidades com pior qualidade do ar, segundo a IQAir. O índice colocou Manaus à frente de cidades asiáticas que também enfrentavam níveis elevados de poluição.
Naquele horário, Singapura registrava 226 pontos no AQI+, enquanto Mumbai aparecia com 174. Kolkata e Delhi tinham 163 pontos cada.
Amazonas registra 75 focos de calor em 24 horas
Levantamento do Painel do Fogo, consultado pelo Rios de Notícias, identificou 75 focos de calor entre sexta-feira, 16/10, e sábado, 17. Desde o início de outubro, o acumulado chegou a 1.895 focos na área considerada pelo levantamento.

A fumaça pode ser transportada pelo vento por longas distâncias e atingir Manaus mesmo quando os incêndios ocorrem em outros municípios. Iranduba e Autazes, por exemplo, enfrentam queimadas há cerca de um mês.
Fumaça representa riscos à saúde
A exposição à fumaça pode provocar ardência nos olhos, irritação na garganta, tosse e dificuldade para respirar. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição.
As partículas finas conhecidas como PM2,5 têm diâmetro muito pequeno e podem penetrar profundamente nos pulmões, agravando os riscos à saúde.
Diante dos índices elevados, a recomendação é evitar exercícios e atividades físicas ao ar livre, reduzir a exposição prolongada à fumaça e manter portas e janelas fechadas enquanto a poluição estiver intensa.
Em caso de falta de ar ou agravamento dos sintomas, a orientação é procurar atendimento de saúde.






