Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgados na segunda-feira, 15/6, apontam que o estado registrou 913 notificações de esporotricose humana entre janeiro e abril de 2026. Desse total, 446 casos foram confirmados, enquanto outros 316 seguem em investigação. Até o momento, não há registro de óbitos pela doença.
Manaus concentra a maior parte dos casos confirmados, com 85% dos registros. Em seguida aparecem os municípios de Iranduba e Itacoatiara, ambos com 2,9% dos casos.
O levantamento também mostra que as mulheres representam a maioria dos pacientes diagnosticados, com 56,5% dos casos, enquanto os homens correspondem a 43,5%. A faixa etária mais afetada é a de pessoas entre 40 e 59 anos, com 146 registros. A idade mediana dos pacientes é de 38 anos.
Sintomas e transmissão
A esporotricose humana é uma infecção causada pelo fungo Sporothrix, encontrado naturalmente no solo, plantas, madeira e materiais orgânicos em decomposição. Conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, a infecção ocorre quando o fungo entra no organismo por meio de cortes, ferimentos ou perfurações na pele.
Entre os principais sintomas identificados pela FVS-AM estão lesões cutâneas, feridas na pele e dor. Outros sinais relatados incluem febre e cansaço.
A doença também pode estar associada ao contato com animais infectados, principalmente gatos, que podem transmitir o fungo por arranhões, mordidas ou contato com secreções de feridas.
Diagnóstico e tratamento
Atualmente, 427 pessoas estão em tratamento contra a esporotricose no Amazonas. O diagnóstico é realizado por avaliação clínica, levando em consideração o histórico de exposição do paciente, e confirmado por exames laboratoriais a partir da coleta de secreção da ferida.
A doença tem cura e o tratamento é feito com medicamentos antifúngicos, como o itraconazol, prescritos por profissionais de saúde conforme a avaliação de cada caso.
*Com informações da Assessoria






