Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024, em Manaus. A decisão foi assinada pelo ministro Sebastião Reis Júnior.
A defesa de Cleusimar alegava constrangimento ilegal devido à demora no andamento do processo, que estaria sem movimentação há cerca de 153 dias após a anulação da sentença.

Os advogados também sustentaram que a investigada poderia responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares, uma vez que a prisão preventiva se aproxima de dois anos.
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Decisão do STJ
Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva de Cleusimar de Jesus Cardoso. O magistrado destacou a gravidade dos fatos apurados, a suspeita de atuação organizada dos investigados e a necessidade de garantia da ordem pública.
O STJ também afastou a alegação de excesso de prazo apresentada pela defesa, considerando a complexidade do processo, que envolve múltiplos réus e diferentes fases processuais. Com isso, a Corte manteve a prisão preventiva enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.
Irmão permanece preso
O irmão da ex-sinhazinha, Ademar Farias Cardoso Neto, também teve o pedido de liberdade negado pela Justiça e permanece preso enquanto o processo continua.
Mesmo com as negativas, o STJ solicitou informações atualizadas sobre o andamento do caso ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e à primeira instância. Outro pedido de liberdade apresentado pela defesa ainda aguarda análise.






