Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo do Amazonas, David Almeida (Avante), minimizou os recentes índices de rejeição apontados em pesquisas eleitorais.
O político classificou os números negativos como “percepção normal” devido a um “desgaste natural do cargo” e defendeu a tese de que parte dessa resistência é “artificial”, fruto de ataques coordenados nas redes sociais.
“Isso é a percepção normal, tu não precisas agradar 100% da população, tu precisas agradar a maioria da população”, declarou o político.
A manifestação do pré-candidato ocorreu em entrevista realizada na quarta-feira, 1º de julho, à rádio Antena 1, em um momento levantamentos recentes de duas frentes de pesquisa mostram Almeida na liderança dos índices de percepção negativa entre os eleitores.
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O pré-candidato acrescentou que o mesmo padrão se repete com governadores que detêm intenções de voto expressivas, mantendo taxas de rejeição entre 26% e 29%.
“A gente pegou, por exemplo, um prefeito bem avaliado de Recife, o João Campos. Mesmo número de rejeição que eu tenho. Aí tu pega o Eduardo Paes, que está lá no Rio de Janeiro. Três, quatro pontos de diferença em rejeição com relação à minha. Então é a rejeição do cargo, do tempo. É o desgaste. É o desgaste natural do cargo”, afirmou David Almeida.
Líder de rejeição no Amazonas
No levantamento realizado pelo instituto Iveritas no mês de junho, David Almeida aparece com 28,2% de rejeição, abrindo uma distância de mais de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado no quesito, o senador Omar Aziz, que registrou 17,6%.
A tendência de liderança na rejeição se repetiu em outro estudo do mesmo período. Na pesquisa do Instituto Projeta, também divulgada em junho, Almeida atingiu 29,7% de desaprovação popular. O senador Omar Aziz figurou novamente na segunda posição da lista, com 20,4% de rejeição.
Tese de rejeição artificial
Além do desgaste administrativo, David Almeida sustentou que a resistência ao seu nome não está atrelada aos serviços públicos entregues durante seu mandato em Manaus. Ele citou avanços na abertura de vagas em creches e na avaliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) como contrapontos aos indicadores das pesquisas.
De acordo com o pré-candidato, o sentimento negativo provém de campanhas de oposição focadas em sua personalidade, e não no modelo de gestão. “O que existe é um movimento em rede social de um ódio desmedido à minha pessoa”, pontuou.
Almeida relatou sentir popularidade e ser bem recebido ao ir em diferentes centros comerciais e locais públicos de Manaus. “Então, é isso que eu te falei. É uma rejeição artificial criada à minha pessoa, não à minha gestão”, concluiu o pré-candidato do Avante.






