Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Isabelle Nogueira publicou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, 12/5, em defesa da Zona Franca de Manaus após declarações polêmicas do influenciador Gabriel Silva. No pronunciamento, Isabelle destacou a importância do modelo econômico para o desenvolvimento da Amazônia e para a preservação da floresta.
A cunhã-poranga do Boi Garantido afirmou que a Zona Franca de Manaus possui importância estratégica e necessária para o Brasil. Além disso, a ZFM ajuda o país a desenvolver a Amazônia sem precisar destruir a floresta, algo que muitas vezes não acontece em outras regiões.
“O principal ganho é o estratégico. A Zona Franca ajuda o país a desenvolver a Amazônia sem precisar destruir a floresta. Enquanto em outras regiões o crescimento econômico, muitas vezes, avançou sobre a natureza, em Manaus foi criado um modelo baseado na indústria, no comércio e na tecnologia. Isso reduz a pressão sobre o desmatamento e ajuda o Brasil a preservar uma das maiores riquezas ambientais”, declarou.
Isabelle também ressaltou a importância da soberania nacional e afirmou que manter uma economia forte na região é fundamental para garantir desenvolvimento, infraestrutura e presença populacional na Amazônia.
“A Amazônia ocupa uma área gigantesca do território brasileiro e é constantemente alvo de interesses internacionais. Então, manter uma economia forte aqui na região significa garantir empregos, infraestrutura e desenvolvimento no coração da Amazônia. Um território abandonado economicamente fica muito mais vulnerável, e a gente sabe disso”, afirmou.
Ataques do influenciador
As declarações de Gabriel Silva sobre o Polo Industrial de Manaus repercutiram nas redes sociais nos últimos dias.
Em um vídeo, o influenciador afirmou que as indústrias instaladas no Amazonas “não servem pra nada” e fez comentários ofensivos ao se referir aos trabalhadores do polo industrial como “índios”.
“Meu irmão, quem foi que inventou de colocar um monte de fábrica que não fabrica nada lá em Manaus? Se estes produtos viessem da China, seria melhor. Ai vem os produtos, que eles não fabricam, eles montam. Ai eles montam os produtos em Manaus com as fábricas tudo em ‘cima de árvores’ para depois enviar para São Paulo e daqui vende. Aí as pessoas tem que pagar muito mais caro porque a gente tem que ficar empregando estes índios aí”, disse.
Gabriel também ironizou a logística da Região Norte, debochou da localização das fábricas e afirmou que a Zona Franca de Manaus “deixa os produtos mais caros no Brasil”.
As declarações geraram forte reação nas redes sociais e críticas de internautas, políticos e representantes da região amazônica.






