Júnior Almeida – Rios de Notícias
INTERNACIONAL – O conflito entre Irã e Israel tomou proporções ainda mais graves nesta sexta-feira, 13/6, com o governo iraniano lançando uma ofensiva com mais de 200 mísseis contra alvos em território israelense, em retaliação a ataques do país realizados horas antes contra instalações nucleares e militares no Irã – incluindo locais estratégicos na capital, Teerã.
Explosões foram registradas em cidades como Tel Aviv, Jerusalém e Ashkelon, enquanto sirenes de alerta soaram por diversas regiões. O sistema de defesa aérea de Israel, conhecido como ‘Domo de Ferro’, foi acionado e interceptou parte dos projéteis. Imagens do céu noturno sendo cortado por mísseis e explosões se espalharam nas redes sociais.
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Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), os ataques iranianos foram uma resposta direta à operação israelense da madrugada, que atingiu alvos estratégicos no Irã. Segundo informações de mídias estatais iranianas, o bombardeio israelense causou a morte de membros importantes da Guarda Revolucionária, incluindo o comandante Hossein Salami.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, em comunicado, que o país “tem o direito e a obrigação de se defender“, citando o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que garante esse direito em caso de agressão armada.
Os Estados Unidos classificaram o ataque inicial de Israel como uma ação “unilateral”, mas reforçaram seu apoio ao direito de defesa do aliado israelense diante de possíveis retaliações.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva israelense “atingiu o coração do programa nuclear iraniano” e garantiu que o país está preparado para responder a qualquer nova ameaça.






