Redação Rios
ISRAEL – Representantes de Israel e do grupo palestino Hamas participam nesta terça-feira, 7/10, do segundo dia de negociações no Egito, em uma tentativa de encerrar o conflito na Faixa de Gaza, que completa dois anos nesta data.
As conversas foram retomadas após o Hamas sinalizar disposição para discutir o plano de 20 pontos apresentado na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa visa estabelecer as bases para um cessar-fogo e um possível acordo de paz.
Na fase inicial das negociações, mediadores do Egito e do Catar estão focados na definição de termos para a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas. Entre os pontos centrais do plano americano estão a concessão de anistia a militantes do Hamas que abandonarem a luta armada e a formação de um governo interino para Gaza, composto por tecnocratas palestinos e especialistas internacionais, sob supervisão de um órgão denominado “Conselho da Paz”, que seria presidido por Trump.
Leia também: David Almeida diz que não comprou radar meteorológico e responde críticas: ‘não vamos conter que as chuvas caiam’
O plano, no entanto, é vago em relação à criação de um Estado palestino, embora sugira um caminho gradual que poderia levar ao reconhecimento da soberania palestina no futuro.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor de Relações Internacionais da ESPM, Gunther Rudzit, demonstrou certo otimismo em relação às negociações. “Estou um pouco mais otimista desta vez, por conta da aproximação de Trump com governos árabes que recentemente anunciaram investimentos nos Estados Unidos e estão pressionando pelo fim da guerra”, avaliou.
Sobre a possibilidade de criação de um Estado palestino, o especialista pondera: “É um processo de médio a longo prazo, dadas as resistências históricas de ambos os lados em se reconhecerem mutuamente”.
*Com informações da Agência Estado






