Júlio Gadelha – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República publicou, no Diário Oficial da União, uma portaria que incluiu nomes fictícios na indicação de militares para funções no órgão. O documento oficial traz termos como “Fulano de Tal” e “Cicrano de tal” em vez dos nomes reais dos profissionais.
A portaria foi assinada na sexta-feira, 19/6, e publicada oficialmente na manhã seguinte. O texto foi chancelado pelo diretor do Departamento de Gestão do GSI, Vinícius Damasceno do Nascimento.
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Falha no preenchimento
A norma destinava três nomes para ocupar a função de assistente da Secretaria de Segurança Presidencial. No entanto, apenas um nome real constava na publicação: o do 1º sargento Márcio Adriano de Jesus Leite, da Marinha. Os outros dois eram fictícios:
- Major Fulano de Tal (atribuído ao Exército)
- 1º Tenente Cicrano de tal (atribuído à Polícia Militar do Distrito Federal)
A principal hipótese para o erro é que o documento publicado era um modelo predefinido (uma espécie de rascunho padrão) que acabou sendo enviado e assinado sem o preenchimento dos dados corretos.
As funções do GSI na estrutura federal
O GSI possui status de ministério e tem como principal função coordenar a segurança do presidente da República, tanto em agendas nacionais quanto internacionais. O órgão, que também atua no assessoramento direto para assuntos militares e estratégicos, tem como equivalente a Casa Militar nos estados e municípios.
Para cumprir essas funções internas, o GSI utiliza uma estrutura mista. O quadro é composto por servidores civis e por militares cedidos pelas Forças Armadas e por corporações policiais.






