Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O fotógrafo Júnior Moraes, do Rio de Janeiro, participou de uma expedição pelo interior da Amazônia entre os dias 15 e 20 de março. A viagem, organizada pela Foco Expedições, reuniu profissionais interessados em registrar a fauna e o cotidiano de povos originários.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, Júnior afirmou que a experiência teve como principal objetivo a imersão cultural. “O principal motivo foi vivenciar e conhecer hábitos, culturas que não temos acesso nas metrópoles, principalmente no Rio de Janeiro”, disse.
“Também fomos para registrar tudo aquilo que deslumbrava nosso olhar. Foi uma experiência inesquecível“, acrescentou.
Júnior Moraes, fotógrafo

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Segundo o fotógrafo, a diversidade da região foi um dos aspectos que mais chamou a atenção. “Povos, paisagens, a imensidão das águas, a abundância animal. Tudo é muito diferente da nossa realidade e se torna mágico aos nossos olhos”, relatou.
Contato com Povos Originários
O contato com povos originários foi apontado como um dos momentos mais marcantes da expedição realizada pelo grupo. “Ter contato com povos que vivem de forma similar a como viviam há séculos é algo inusitado para nós”, afirmou. “A forma simples e genuína como vivem faz a gente repensar muitas coisas que parecem normais nas grandes cidades”.

Durante a visita às comunidades e registros da fauna, o grupo seguiu orientações específicas para reduzir impactos. “Nosso guia era muito cuidadoso e conhecido pelos nativos. Antes de qualquer registro, havia um briefing sobre como agir para impactar o mínimo possível a vida deles”, explicou.
Sobre o resultado do trabalho, Júnior destacou que as imagens buscam traduzir a experiência vivida. “Em muitos momentos você escolhe viver a experiência ao invés de registrá-la”, disse. “As fotos tentam transmitir essa essência, mantendo cores e texturas o mais fiel possível ao que vimos”.
O fotógrafo também ressaltou o interesse em retornar à região mais vezes. “Conhecemos minimamente o que representa a imensidão da Amazônia. Ainda temos muito a aprender e ver de perto para valorizar nossa maior riqueza”, concluiu.






