Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado federal Fausto Jr. (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira, 27/10, durante entrevista ao quadro Jogo Limpo, da Rádio Rios FM 95,7, que o caso do vereador Rosinaldo Bual (Agir), preso por suspeita de envolvimento em um esquema de rachadinha, “é sem jeito” e que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) deve agir rapidamente para cassar o mandato.
Segundo Fausto, que é membro do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e relator de diversos processos de cassação em Brasília, as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) contra o parlamentar apresentam “fatos muito robustos”.
“Eu vejo que está na casa do sem jeito. Eu não consigo enxergar algum vereador defendendo-o, por mais amigo que possa ser dele. Eu não vejo um outro caminho […] que não seja pela cassação”, declarou o deputado.
O parlamentar reforçou a necessidade de celeridade e responsabilidade por parte da CMM, afirmando que o processo, embora “doloroso”, é necessário para preservar a imagem do Legislativo.
“É uma coisa ruim para o Parlamento, sempre é uma ferida. Mas é que nem um remédio amargo: quanto mais rápido você tomar, menos tempo sente o gosto”, comparou.
Fausto também sugeriu que o próprio vereador renuncie ao mandato como alternativa menos danosa.
“Se eu pudesse sugerir algo para o vereador Bual, ele poderia repensar sua permanência no mandato e renunciar. Inclusive, juridicamente seria melhor para ele, porque não ficaria inelegível. Cassado, ficaria oito anos inelegível”, afirmou.
O deputado disse ainda esperar que, caso o vereador prove sua inocência, possa “voltar à política de cabeça erguida”.
Processo de cassação em andamento
O Comitê Amazonas de Combate à Corrupção protocolou, no último dia 6 de outubro, um pedido formal de instauração de processo político-administrativo para cassar o mandato de Rosinaldo Bual. O documento foi encaminhado ao presidente da CMM, David Reis (Avante), e assinado por advogados e cidadãos manauaras.
A representação se baseia na investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que resultou na prisão preventiva do vereador e de sua chefe de gabinete, no dia 3 de outubro.
Segundo o MPAM, ambos são suspeitos de comandar um esquema de “rachadinha”, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Durante as buscas, foram apreendidos grande quantia em dinheiro vivo, cheques e armas de fogo em endereços ligados ao parlamentar.






