Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
ESTADOS UNIDOS (EUA) – As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, no domingo, 9/11, mais uma ofensiva contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional de drogas no Pacífico Oriental. De acordo com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, seis pessoas morreram durante a operação.
Segundo comunicado publicado por Hegseth na plataforma X (antigo Twitter), os ataques foram direcionados a dois barcos considerados parte de “organizações terroristas designadas”. O secretário, contudo, não detalhou quais grupos seriam responsáveis pelas embarcações.
“Os serviços de inteligência confirmaram que as embarcações estavam associadas ao transporte de narcóticos ilícitos e navegavam por uma rota conhecida de tráfico no Pacífico Oriental”, declarou o secretário.
Yesterday, at the direction of President Trump, two lethal kinetic strikes were conducted on two vessels operated by Designated Terrorist Organizations.
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) November 10, 2025
These vessels were known by our intelligence to be associated with illicit narcotics smuggling, were carrying narcotics, and… pic.twitter.com/ocUoGzwwDO
Campanha de combate ao narcotráfico
Com a operação deste domingo, o número total de ações militares desse tipo chega a 19 ataques, que resultaram na destruição de 20 embarcações e na morte de 76 pessoas, segundo dados do Pentágono. As ofensivas fazem parte de uma campanha norte-americana de interdição marítima que, segundo Washington, busca reduzir o fluxo de drogas em direção ao território dos EUA.
Três pessoas sobreviveram ao ataque mais recente. Dois sobreviventes foram detidos temporariamente pela Marinha americana e posteriormente repatriados. Um terceiro desapareceu e é considerado morto após buscas realizadas com apoio da Marinha mexicana.
A administração Trump declarou ao Congresso que o país se encontra agora em um “conflito armado” contra os cartéis de drogas, a partir do primeiro ataque, em 2 de setembro. Dessa forma, os mortos são classificados como “combatentes ilegais”, o que, segundo o governo, permite a realização de ataques letais sem revisão judicial, com base em parecer confidencial do Departamento de Justiça.
Até o momento, Washington não apresentou provas públicas de que havia narcóticos a bordo dos barcos atingidos, nem evidências concretas que confirmem ligação direta das embarcações com cartéis.












