Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante a noite dessa sexta-feira, 5/4, agentes da polícia do Equador utilizaram a força para entrar na embaixada do México em Quito e prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que se encontrava refugiado no local desde dezembro.
A invasão foi realizada no mesmo dia em que o México concedeu asilo político a Glas, o que gerou uma tensão diplomática entre os dois países.
Leia também: Biden pede cessar-fogo imediato em Gaza durante ligação com Netanyahu
Em suas redes sociais, o Presidente do Equador, Daniel Noboa, eleito em 2023, informou que Jorge foi levado para uma prisão de segurança máxima. “O Governo Nacional informa à população que Jorge Glas Espinel, condenado a uma pena de prisão pela Justiça equatoriana, foi detido nesta noite e colocado sob custódia das autoridades competentes”, declarou o político.

O presidente do México reagiu imediatamente e rompeu as relações diplomáticas com o Equador. López Obrador publicou no X, antigo Twitter, que essa medida foi uma “violação flagrante do direito internacional e da soberania do México“.
Me acaba de informar Alicia Bárcena, nuestra secretaria de Relaciones Exteriores que policías de Ecuador entraron por la fuerza a nuestra embajada y se llevaron detenido al exvicepresidente de ese país quien se encontraba refugiado y tramitando asilo por la persecución y el acoso…
— Andrés Manuel (@lopezobrador_) April 6, 2024
Jorge Glas foi alvo de uma condenação de seis anos de prisão por corrupção em um caso relacionado à Odebrecht e à Operação Lava Jato brasileira.
O ex-vice-presidente de Rafael Correa é acusado de desviar fundos públicos destinados à reconstrução de cidades afetadas por um terremoto.
Desta forma, Roberto Canseco, chefe da chancelaria e assuntos políticos da embaixada mexicana em Quito, assumiu a responsabilidade da missão diplomática após a embaixadora Raquel Serur ser declarada persona non grata.
O funcionário, que estava na embaixada no momento da invasão, expressou sua preocupação com o ocorrido e afirmou que não recebeu nenhum aviso prévio antes da operação, além de estar preocupado com a segurança do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas. Ele considerou a ação como fora dos padrões estabelecidos.
El jefe de cancillería, Roberto Canseco, se pronunció tras el ingreso y detención del ex vicepresidente Jorge Glas. pic.twitter.com/SlrVgGjyP0
— Ecuadorplay (@EcuadorPlay) April 6, 2024






