Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A capital amazonense se despediu nessa terça-feira, 27/5, do cantor, compositor e sambista Paulo Onça, em um velório marcado por homenagens emocionantes.
Durante a cerimônia, representantes do Garantido lembraram a importância histórica de Paulo Onça para o festival folclórico de Parintins. Em um dos momentos mais simbólicos, foi entoada a toada “Chegou a hora”, composta por ele em 1996, no Olímpico Clube, que se tornou um marco na trajetória do boi vermelho.
A toada, lembrada com emoção pelos presentes, foi destacada como um ponto de virada na história do Boi Garantido.
“Ele deixou um grande legado na área cultural, no samba, e foi uma perda imensurável. Ele se foi muito jovem, e tinha ainda muita coisa para fazer, para nos beneficiar com as suas grandes obras”, disse Chico da Silva, cantor e compositor do boi, visivelmente emocionado.
Além da contribuição musical, Paulo Onça também foi lembrado por ter dado origem a um dos adjetivos mais icônicos do Garantido: o termo “Perreché”.
“Por incrível que pareça, ele é responsável por essa analogia. Nos anos 1990, no início, Paulo Onça fez uma toada falando dos Perrechés. A toada foi aceita e, daí em diante, o Garantido assumiu esse termo, que hoje é uma grande bandeira do Boi. Eu sou Perreché, me orgulho disso”, ressaltou Chico.
De acordo com os amigos presentes no velório, Paulo Onça deixa um legado profundo não apenas para o samba, mas também para o folclore e a cultura amazonense.
O sepultamento do artista ocorreu nesta terça-feira, 27/5, em cerimônia reservada à família e amigos próximos.






