Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Para muitas famílias, o Dia dos Pais é uma data de comemoração. Para outras, é também um momento de saudade, lembranças e reencontros com histórias que permanecem vivas mesmo depois da partida de quem amam.
No cemitério São João Batista, em Manaus, a data foi marcada pela presença de famílias que foram cuidar dos jazigos e prestar homenagens aos pais que já faleceram. Entre flores, limpeza das sepulturas e orações, a lembrança daqueles que partiram se transforma em uma forma de manter vivo o vínculo familiar.

A aposentada Elzenira Magalhães, de 64 anos, esteve no local acompanhada das filhas, netos e do genro. Para ela, visitar o cemitério nesta época do ano já se tornou uma tradição da família.
Emocionada, Elzenira de 64 anos contou que a data reúne diferentes ausências dentro da família. O pai dela já morreu, assim como os pais das filhas e do genro. O marido, que também costumava participar das visitas, morreu recentemente.

“Meu pai faleceu, minhas filhas não têm pai, meu genro também não tem mais pai. O pai dele também faleceu da Covid. É uma data de muita tristeza para a gente. Meu esposo, todo ano, vinha. E a gente tem essa tradição de visitar. À tarde, eu vou visitar o meu pai em outro cemitério”, contou a aposentada.
A visita, para ela, vai além de uma simples passagem pelo local onde os familiares estão enterrados. É uma maneira de continuar cuidando daqueles que fizeram parte da sua história e de reunir a família em torno da memória dos pais ausentes.
A professora Sádila Mendonça, de 47 anos, também foi ao cemitério para visitar o túmulo do pai. Segundo ela, estar no local é uma forma de demonstrar afeto e manter viva a lembrança.


“Tem meu pai já falecido e homenageá-lo. Vim prestigiar essa data e faço a manutenção também do local que ele se encontra. É uma maneira de eu demonstrar o carinho, a lembrança que faz parte também da minha vida, de toda uma saudade”, afirmou.
Reclamação sobre limpeza
Apesar do trabalho de limpeza realizado no São João Batista, alguns visitantes relataram problemas em determinados trechos do cemitério.
Artur Pascoal, de 59 anos, saiu de Petrópolis para visitar o jazigo onde estão enterrados os pais. Segundo ele, o local recebeu serviços de limpeza, mas parte do material retirado não teria sido recolhido.

“Limparam o mato, mas não recolheram. Está tudo lá. Aqui na entrada está tudo lindo, pintado, com a jardinagem perfeita, mas lá no fundo esqueceram. Aí vai a reclamação. Fica até ruim para a gente caminhar entre as sepulturas, que são uma colada na outra”, reclamou.
Com a expectativa de receber milhares de famílias, os cemitérios da capital encerram as visitas às 18h deste domingo.
Movimento nos cemitérios
Neste domingo, 9, Dia dos Pais, os 10 cemitérios municipais de Manaus funcionam das 6h às 18h, com missas, cultos, homenagens, tendas, hidratação, equipes de saúde e reforço na segurança e no trânsito. A Prefeitura espera mais de 150 mil visitantes e recomenda chegar cedo para evitar os horários de maior movimento.






