Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O professor universitário e auditor da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Anderson Guimarães Belchior Ramos, participou, na quarta-feira, 23/9, do programa Rios do Conhecimento, da Rádio Rios FM apresentado por Rômulo Araújo. O repórter Alex Bulcão também participou da edição, que discutiu a Zona Franca de Manaus (ZFM), seus incentivos, o modelo econômico e os principais desafios para os próximos anos.
Durante a entrevista, Anderson Guimarães destacou mudanças relacionadas à proteção constitucional da ZFM e afirmou que a reforma tributária trouxe ganhos competitivos para o modelo.
“A Suframa saiu de uma proteção nos atos das disposições constitucionais transitórias para dentro da Constituição. Então, agora nós temos uma segurança constitucional. Quanto à reforma tributária, houve um ganho competitivo para a Zona Franca de Manaus, não só para o Polo Industrial. Nós tivemos um ganho muito grande, competitivo, justamente porque agora, além do IPI, nós também podemos fazer parte do fundo garantidor”, explicou o auditor da autarquia federal.

Desafios para o próximo governante
Com a aproximação das eleições de 2026, a Zona Franca de Manaus tem sido apresentada como um dos temas centrais das propostas dos candidatos ao Governo do Amazonas, principalmente pela importância do modelo para a geração de emprego e renda no Estado.
Questionado sobre qual será o principal desafio relacionado à ZFM para o próximo governo, Anderson apontou os problemas logísticos provocados pela sazonalidade das secas.
“A gente está enfrentando uma seca, e esse é o maior desafio. O maior desafio do Polo Industrial de Manaus e da Zona Franca de Manaus é o desafio logístico, principalmente da sazonalidade das secas. Eu acredito que esse é o maior desafio dos governantes: resolver o problema de logística do PIM.”
Um dos pontos destacados pelo auditor foi o impacto da forte estiagem de 2026 sobre o transporte de cargas e, consequentemente, sobre os custos das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.

“Tanto que as transportadoras agora cobram a chamada ‘taxa de seca’, que pode chegar a US$ 5 mil por contêiner. Então, isso, para dentro do Polo Industrial de Manaus e para dentro da Zona Franca de Manaus, pesa.”
De acordo com o auditor, não faz sentido defender a saída da ZFM da capital amazonense para outra região do país, pois, segundo ele, o modelo poderia deixar o Brasil em vez de ser transferido para outro Estado.
“Se não fosse aqui, ela estaria em outro país e não em outra região do Brasil”, destacou.
Curso sobre a Zona Franca
Além dos desafios relacionados ao modelo econômico, nos dias 10, 17 e 31 de outubro, será realizado o curso “Os incentivos fiscais da ZFM, Suframa e reforma tributária”, ministrado pelo professor e auditor Anderson Guimarães Belchior Ramos.
Durante a formação, serão abordados temas como a história da Zona Franca de Manaus, as mudanças provocadas pela reforma tributária e os impactos práticos para empresas e profissionais.
“A gente vai falar sobre o histórico da Zona Franca de Manaus, como foi a reforma tributária, mas vai ser na prática: como vai ser daqui para frente, quais são as vantagens tributárias e como ter acesso aos benefícios tributários. O curso é aberto para contadores, economistas, empresários, alunos de contabilidade, economia e direito, além do público em geral, para que entendam que a ZFM e o PIM são importantes não só para o Amazonas, mas para a região Norte do país”, finalizou.
O curso será realizado no miniauditório da Fametro, localizado na avenida Constantino Nery, nº 3.000..






