Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O que antes foi um dos hotéis de selva mais famosos da Amazônia e símbolo de luxo no meio da floresta, hoje está tomado pela degradação e falta de novos investimentos.
O Ariaú Amazon Towers, empreendimento construído às margens do rio Ariaú, no município de Iranduba, a cerca de 60 quilômetros de Manaus, continua abandonado, conforme mostram novas imagens divulgadas nas redes sociais.
No vídeo, publicado pelo perfil @flying_rjunior, o autor percorre através de paraquedas partes da estrutura que ainda permanecem de pé no local.
Torres deterioradas e trechos de antigas passarelas suspensas aparecem cercadas pela vegetação, revelando um agravamento maior de dano na estrutura, diferente do que era o local como referência no turismo de luxo da região.


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Constuído sobre palafitas
O complexo tinha uma estrutura construída sobre palafitas, com torres de hospedagem conectadas por passarelas de madeira. O projeto também reunia restaurantes, piscinas, auditório, anfiteatro e heliponto.
A circulação dos hóspedes entre as áreas era facilitada por quilômetros de passarelas e carrinhos de golfe.
Idealizado em 1982 pelo empresário Francisco Ritta Bernardino, o hotel foi inaugurado em 1986 e ocupava uma área de aproximadamente 66 hectares.
Hóspedes ilustres
Nas décadas de 1980 e 1990, ganhou projeção internacional e recebeu visitantes como o empresário Bill Gates, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o oceanógrafo francês Jacques Cousteau.
Artistas como Jennifer Lopez e Kevin Costner também estiveram entre os nomes associados ao empreendimento.
O hotel ainda hospedou integrantes da equipe de produção do filme Anaconda, lançado em 1997 e ambientado na Amazônia.
Falência decretada
A trajetória do Ariaú foi marcada pelo encerramento das atividades e por longas disputas judiciais.
Em junho de 2022, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou a falência da empresa River Jungle Hotel Ltda., responsável pelo empreendimento.
A decisão foi proferida pela juíza Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins, da 1ª Vara da Comarca de Iranduba.
Entre as determinações estavam a apresentação da lista de credores, o bloqueio de bens e a lacração do estabelecimento, com o objetivo de preservar o patrimônio remanescente.






