Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Há seis anos, o amazonense Atilla Rebelo trocou Manaus pelos Estados Unidos e transformou a experiência de viver fora do país em conteúdo para as redes sociais.
Hoje, com mais de 80 mil seguidores, ele mostra a rotina ao lado da esposa, Brooke Rebelo, dos filhos e da família americana, além de levar costumes e sabores do Amazonas para dentro de casa.
Atilla esteve nesta segunda-feira, 10/8, no programa Omele Show, na Rios FM 95,7, e também foi entrevistado pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS, onde contou como deixou a capital amazonense, os desafios da adaptação e o que ainda sente falta da terra natal.
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A mudança para os Estados Unidos começou por causa de uma relação que surgiu durante uma experiência no Brasil. Atilla conheceu Brooke durante uma missão da Igreja de São Paulo.
Depois da missão, os dois seguiram caminhos diferentes, com ele retornando para Manaus e ela para os Estados Unidos. A amizade continuou e, posteriormente, os dois começaram a namorar.
Foi então que Atilla decidiu se mudar para os Estados Unidos para ficar com Brooke e construir a vida ao lado dela. De forma bem-humorada, ele resume a história nas redes sociais dizendo que a esposa o “sequestrou” de Manaus.
“Ela que me sequestrou e me levou lá. Veio buscar esse índio aqui em Manaus e me levou lá para os Estados Unidos.”
O choque de chegar sem falar inglês
A adaptação, segundo Atilla, não foi simples. O principal obstáculo apareceu logo nos primeiros dias vivendo no país: o idioma.
Ele chegou aos Estados Unidos sem falar inglês e precisou aprender enquanto trabalhava e construía a própria rotina.
“O maior desafio para mim, quando eu cheguei nos Estados Unidos, foi o idioma. Eu fui para os Estados Unidos sem falar inglês nenhum.”
Sem ter feito curso de inglês, ele conta que aprendeu na prática, ouvindo e repetindo o que escutava das pessoas.
“Eu aprendi ouvindo e falando com as pessoas. Eu falo que aprendi inglês igual papagaio mesmo: alguém falava, eu repetia e memorizava.”
Hoje, Atilla afirma que consegue se comunicar em inglês e mantém uma empresa nos Estados Unidos.
O jeito americano e o jeito manauara
A diferença de comportamento entre os americanos e amazonenses também é um assunto que Atilla entende bem.
Segundo ele, o manauara costuma ser mais espontâneo e aberto para fazer amizades. Já os americanos, embora sejam amigáveis, levam mais tempo para estabelecer uma relação de confiança.
“O manauara é muito acolhedor. Vai te abraçar, te conhece agora e já vai te convidar para alguma coisa.”
Nos Estados Unidos, ele percebeu uma rotina social mais planejada e contou que encontros costumam ter horário para começar e terminar.
Para ele, é diferente da dinâmica de Manaus, onde um convite pode surgir de última hora para comer, beber ou simplesmente encontrar os amigos.
“Lá não tem esse negócio de ligar para o outro, mandar no grupo do WhatsApp: ‘vamos assar um peixe agora, vamos assar uma carne’. Não tem.”
Saudade de comida, amigos e encontros
Além da família, Atilla falou que duas coisas na qual sente especialmente falta de Manaus é exatamente a comida e amizade.
Para ele, as duas coisas estão diretamente ligadas ao jeito amazonense de se reunir. “É a amizade e a comida, as duas coisas juntas. Reunir os amigos para comer.”
O influenciador também brinca com a diferença entre os hábitos noturnos de Manaus e dos Estados Unidos.
Segundo ele, é comum um grupo de amigos de Manaus mandar mensagem à noite e decidir, de última hora, sair para comer alguma coisa. A esposa americana já se surpreende com esse comportamento.
Para matar a saudade, Atilla tenta levar parte da culinária brasileira para dentro de casa. Entre os exemplos está a tapioca, que prepara para a família.
“Às vezes eu não consigo fazer uma tapioca, um x-cabocinho para minha esposa no café da manhã, mas eu consigo comprar a tapioca, já põe ali com ovo, queijo e presunto, já mata uma saudade ali.”
Uma americana que aprendeu português
Brooke também faz parte desse intercâmbio cultural. Atilla conta que a esposa aprendeu português durante o período em que viveu no Brasil.
Hoje, os dois mantêm o idioma dentro de casa para que os filhos também tenham contato com a língua e com a cultura brasileira.
“A gente só fala português em casa, por causa dos nossos filhos. A gente quer trazer essa cultura para eles aprenderem o português também.”
O que os seguidores querem saber
A curiosidade sobre a vida nos Estados Unidos é um dos principais motores de conteúdo para muitos criadores.
Atilla mostra desde situações simples da rotina até diferenças culturais que passam despercebidas para quem nunca viveu fora do Brasil.
A proposta, segundo ele, é apresentar tanto o lado americano da experiência quanto a maneira como um amazonense mantém suas referências mesmo longe de Manaus.
“Vocês vão ver tanto eu mostrando a minha vida dos Estados Unidos, coisas dos Estados Unidos, curiosidade, como é que é a casa, o bairro, a comida, mas também vocês vendo eu levando a cultura do Amazonas para a minha família americana.”
Nos perfis, ele compartilha a vida nos Estados Unidos, o trabalho, a família, os costumes locais e as experiências de levar a cultura do Amazonas para dentro de uma família americana.






