Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em sua primeira entrevista após ser eleito presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), concedida à Rede Tiradentes nesta segunda-feira, 6/1, David Reis (Avante) enfrentou questionamentos sobre temas polêmicos de sua gestão anterior, incluindo a proposta do prédio anexo que ficou conhecida como “puxadinho”, sua presença nas sessões e ações de transparência.
Durante a conversa, Reis explicou suas posições e reforçou compromissos para o novo mandato.
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Polêmica do “puxadinho”
Questionado sobre as críticas ao projeto de ampliação da CMM, com orçamento estimado em R$ 32 milhões, David Reis justificou que a proposta atendia à necessidade de um espaço mais adequado para os vereadores.
“A verdade é que a Câmara Municipal de Manaus já requer um novo espaço. Desvirtuaram esse projeto, chamam ele de puxadinho. Mas se ele tivesse vingado, seria um prédio com 12 mil metros quadrados”, disse.
Segundo ele, o custo por metro quadrado estava em conformidade com os valores da tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), e o objetivo era oferecer gabinetes mais amplos. “Hoje temos gabinetes com 24 metros quadrados, é muito pequeno”, completou.
Sobre a possibilidade de retomar o projeto, Reis disse que “não é algo urgente, mas é algo necessário”, destacando que a obra visava preparar a Câmara para um futuro aumento no número de vereadores. “Os gabinetes todos teriam 60 metros quadrados, todos isonômicos. Hoje nós temos três tamanhos de gabinete, mas os vereadores são todos iguais”, afirmou.
Retomada da Escolegis
Outro ponto abordado foi a Escola do Legislativo (Escolegis), programa de cursos livres oferecidos pela CMM. Reis afirma ter recebido elogios da população pela iniciativa e revelou que planeja retomá-la, caso haja viabilidade financeira.
“Nós estamos com a nossa equipe fazendo um levantamento financeiro e contábil. Se a Câmara tiver saúde financeira, já veremos de retomar esse projeto”, declarou. Ele destacou a importância da educação gratuita para a população que mais precisa e a praticidade do ensino a distância.
Presença nas sessões
David Reis foi questionado sobre sua ausência em algumas sessões durante a gestão anterior. Ele justificou que é “desprendido de estar ali o tempo todo presidindo as sessões” e acrescentou: “Nós temos na nossa mesa diretora três vice-presidentes. Qualquer um que se ausente, o outro tem qualidade e capacidade de substituir e tocar a sessão”, afirmou.
Além disso, ele justificou que sua atuação não se restringia à presidência das reuniões plenárias. “Na hora que eu não estou presidindo a sessão, estou lá em cima, despachando com diretores ou atendendo demandas da comunidade”, explicou.
Reis também ressaltou que, em sua gestão, quebrou o protocolo de audiências públicas ao permitir que o vereador proponente presidisse as sessões, prática que considera mais justa.
Transparência na gestão
Por fim, ao ser indagado sobre a transparência na CMM, Reis destacou que sua gestão foi reconhecida como a mais transparente do estado nos dois primeiros anos de mandato.
“Recebemos do Ministério Público de Contas, nos dois anos, a posição de primeiro no ranking das câmaras municipais do estado do Amazonas”, disse. Ele reforçou o compromisso de manter esse padrão no novo mandato: “Nossa gestão praticou com muita força e transparência. Continuaremos trilhando esse mesmo caminho”.






