Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em meio ao agravamento da crise ambiental no Amazonas, os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, e João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, visitaram neste domingo, 11/10, áreas atingidas por queimadas nos municípios de Careiro da Várzea e Iranduba, vizinhos à capital amazonense.
A agenda ocorreu após uma reunião com representantes de órgãos estaduais no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Manaus, para alinhar as ações de enfrentamento aos incêndios florestais e à estiagem.
Os ministros sobrevoaram as áreas afetadas em dois helicópteros do Ibama e retornaram a Manaus durante a tarde, quando participaram de uma entrevista coletiva no saguão do aeroporto da capital.
Durante a coletiva, Capobianco destacou as dificuldades para combater incêndios em regiões de acesso limitado e defendeu o reforço da atuação policial para identificar e responsabilizar os autores de queimadas criminosas.
“São áreas de difícil acesso, porque estão espalhadas em pequenos pontos ao longo de todas as áreas das florestas. E nós temos aí que fazer um apelo ao governo do Estado, que além do Corpo de Bombeiros, coloque também a Polícia Militar para atuar”, afirmou o ministro.
Capobianco acrescentou que a responsabilização dos envolvidos é fundamental para enfrentar os crimes ambientais. “É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos”, declarou.
Governo Federal promete intensificar planejamento
O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, afirmou que a articulação com os órgãos estaduais permitirá intensificar o planejamento das ações federais de combate aos incêndios florestais no estado.
Manaus recebeu neste domingo mais brigadistas do Ibama que se somam aos esforços do Governo Federal em Manaus e região.

A mobilização ocorre em um momento crítico para a capital amazonense, que amanheceu encoberta pela fumaça pelo quarto dia consecutivo. O cenário reforça a pressão sobre as autoridades para ampliar as medidas de combate ao fogo, fiscalização ambiental e proteção da população.
A atuação conjunta entre os governos federal e estadual é apontada como uma das principais estratégias para alcançar áreas isoladas, conter os focos de incêndio e responsabilizar quem utiliza o fogo de maneira criminosa.






