Redação Rios
BRASIL – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 18/6, a nona fase da Operação Compliance Zero. Segundo a investigação, um dos principais alvos dos mandados de busca e apreensão é o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.
A operação apura fraudes envolvendo o Banco Master, integrantes do PT da Bahia, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a possível participação de agentes políticos no esquema. Até a publicação desta reportagem, Jaques Wagner não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Além de endereços ligados ao senador, os investigadores cumprem mandados em empresas e residências do empresário Augusto Lima, na Bahia, em São Paulo e em Brasília.
Ex-sócio de Vorcaro, Lima é apontado pela PF como responsável pela implementação, durante a gestão de Wagner no governo da Bahia, de um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente teria sido incorporado ao Banco Master.
Segundo os investigadores, o Credcesta se tornou um dos principais ativos financeiros da instituição. A defesa de Augusto Lima também não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão judicial também prevê medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o monitoramento eletrônico.
Operação avança sobre aliados de Lula
Esta é a primeira fase da Operação Compliance Zero que alcança políticos alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da investigação, deflagrada em novembro do ano passado, mas foi posteriormente solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Nas etapas seguintes da operação, ele não havia sido alvo de novas medidas.
A PF suspeita ainda que o empresário tenha participado de uma operação fraudulenta relacionada à venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Considerado influente no meio empresarial baiano, Lima mantém interlocução com políticos tanto da base governista quanto da oposição, segundo a investigação.
Em fases anteriores, a PF também realizou diligências envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro.
*Com informações da Agência Estado






