Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Nesta terça-feira, 11/6, dois homens identificados como Rodrigo Santos e Victor Higorde, conhecidos como “carimbadores”, presos por transmitir o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) para crianças e adolescentes durante abusos sexuais, foram soltos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Segundo informações sobre o andamento do caso, após a saída da delegada Joyce Coelho como titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), os prazos processuais tiveram atrasos, o que resultou na soltura dos acusados.
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A atual titular da Depca, delegada Juliana Tuma, afirmou não estar “por dentro do caso”. A troca de delegados acabou afetando o acompanhamento dos processos, agravando ainda mais a situação. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, o prazo da prisão temporária dos suspeitos foi encerrado. No entanto, a Depca tomou as medidas cabíveis e já solicitou à Justiça a conversão da prisão para o regime preventivo, informa a nota.
“Essa medida demonstra o compromisso da PC-AM com a proteção das crianças e adolescentes, buscando garantir a segurança e a Justiça em casos de violência contra os mais vulneráveis. A investigação segue em andamento para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.”
Polícia Civil do Amazonass
Entenda o caso
Os suspeitos foram presos no dia 10 de abril durante a Operação Carimbadores, da Polícia Civil. Eles são suspeitos de abusar sexualmente de crianças e adolescentes por “fetiche”, com o objetivo de transmitir o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) para os menores de idade.
Os dois, que viviam um relacionamento homoafetivo, se autodenominavam como “carimbadores”. Em suas trocas de mensagens, eles admitiam a prática de relações sexuais desprotegidas, sem mencionar para as vítimas que eram portadores do vírus.
A delegada Joyce Coelho ainda explicou que os homens também compartilhavam conteúdos pornográficos na internet.
“Essa investigação é um pouco antiga e longa. Tomamos conhecimento do caso há cerca de dois anos, após denúncias anônimas contendo os prints das conversas de cunho pornográfico infantil. Em dezembro de 2023, o Ministério Público pediu a intensificação das investigações”, contextualizou Joyce.






