Elen Viana- Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou o Projeto de Lei nº 692/2025, que cria o bairro Colônia Japonesa, em homenagem aos 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 5/11, com a presença do cônsul-geral do Japão na capital, Yuichi Miyagawa.
Na reunião, também estiveram presentes outros representantes da comunidade japonesa. Para o cônsul-geral do Japão, a criação do bairro, que coincide com a data de assinatura do tratado de amizade e cooperação entre os dois países, é um marco de grande significado e importância.
“Em uma data tão especial, em que a Câmara Municipal aprova a criação do bairro Colônia Japonesa, que representa o antigo sonho da comunidade nipo-brasileira, deixo nosso sincero agradecimento. Isso é a concretização de um ideal cultivado ao longo de muitas gerações. Este momento é também uma homenagem aos nossos antepassados, que construíram um laço mútuo entre nossas nações”, destacou Miyagawa.

Laços econômicos
O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, ressaltou que os laços criados entre Amazonas e Japão se tornaram cada vez mais fortes, especialmente na Zona Franca de Manaus, onde funciona uma fábrica japonesa instalada em uma área de 500 mil metros quadrados, o segundo maior investimento da marca fora do Japão.
“A relação do Amazonas com o Japão é muito forte. Em Parintins, tivemos o ciclo da juta; no Baixo Amazonas, houve um impacto econômico muito grande. Entendemos que este é um ato importante para o reconhecimento econômico, social, cultural e urbanístico do povo japonês em sua relação com a cidade de Manaus”, afirmou Valente.
Carlos Valente explicou ainda que os nomes das ruas do novo bairro foram mantidos conforme os originais. Com cerca de 10 mil moradores, localizado entre o Parque 10 de Novembro e o Novo Aleixo, o bairro temático consolidará um espaço de identidade cultural, turística e diplomática.

“O Implurb, ao realizar os estudos técnicos e o recorte da antiga Colônia Japonesa, manteve os mesmos nomes das ruas, que são todos em japonês. O bairro se conecta com o Parque 10 e, de outro lado, com o Aleixo. É um reconhecimento e valorização desse povo”, disse ele.






