Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) — Um vídeo publicado pelo professor de Química Celso Neto chamou atenção nas redes sociais ao mostrar um ovo sofrendo alterações após ser colocado sobre o asfalto de Manaus. A demonstração foi usada para explicar, na prática, como o calor pode modificar a estrutura das proteínas.
Na gravação, Celso conta que estava voltando do mercado quando percebeu que uma das sacolas havia rasgado. Entre os produtos que caíram estava um ovo. Foi então que o professor decidiu aproveitar a situação para fazer uma demonstração.
“Manaus é a cidade mais quente do Brasil e eu posso te provar isso”, diz Celso no início do vídeo, antes de mostrar o ovo sobre o asfalto.
Com o passar do tempo, a clara começou a ficar esbranquiçada e mais rígida, semelhante ao que ocorre quando o ovo é levado ao fogo. Segundo o professor, o processo está relacionado à desnaturação das proteínas provocada pelo calor.
Na descrição da publicação, o rapaz explica que a desnaturação proteica ocorre quando uma proteína perde sua conformação tridimensional original em razão de alterações nas condições do meio, como temperatura, pH ou ação de agentes químicos. Apesar da mudança na estrutura, o processo não necessariamente rompe as ligações peptídicas que formam a estrutura primária da proteína.
No caso do ovo, a albumina, presente em grande quantidade na clara, é um exemplo clássico. Quando submetida ao calor, sua estrutura se modifica e as moléculas passam a se agregar. Como resultado, a clara, que antes é transparente e fluida, fica branca e mais rígida. O processo é conhecido como desnaturação seguida de coagulação das proteínas.
Segundo Celso, foi justamente esse fenômeno que ele buscou demonstrar no vídeo. O aquecimento da superfície do asfalto teria fornecido calor suficiente para provocar alterações nas proteínas do ovo.
A publicação gerou vários comentários a respeito do calor na cidade que tem se intensificado nas últimas semanas.






