Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após a prisão de Antônio Chelton Lopes de Oliveira, de 25 anos, suspeito de envolvimento na morte e ocultação do corpo da babá Geovana Costa, de 20 anos, encontrada morta no dia 20 de agosto, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou novos detalhes sobre a participação do suspeito durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 26/9.
Segundo a delegada Marília Capelo, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Chelton estava no veículo utilizado para desovar o corpo de Geovana no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste de Manaus. Horas antes da morte, a jovem foi estrangulada e espancada diversas vezes.
“O laudo aponta que Geovana foi morta na noite de 19 de agosto, e o horário é compatível. O veículo em que Chelton estava passa às 4 da manhã e abandona o corpo no Tarumã, onde tentam ocultar o cadáver da jovem. Ele nega a participação no crime, alegando que Eduardo estava dirigindo, mas as investigações mostram que o veículo passou pela rua onde ele mora, no bairro Petrópolis, pelo São Raimundo, e por fim no Tarumã”, explicou a delegada.

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A delegada também afirmou que Geovana estava sendo treinada para uma viagem internacional, onde levaria drogas dentro do organismo. Antes de ser morta, a jovem tentou deixar a casa da patroa, Camila Barroso, que foi presa no dia 28 de agosto, sendo apontada como a mentora do crime. No entanto, Geovana era constantemente ameaçada e agredida.
“A vítima queria sair dessa situação, mas se sentia presa à ideia de que devia algo a Camila. A foto que mostra Geovana machucada em cima de uma cama foi tirada no dia 19 de agosto, e conseguimos confirmar essa informação. Ela foi brutalmente espancada como uma forma de punição por não querer voltar para a casa. Tanto que foi arrastada pela patroa”, informou Marília Capelo.

Eduardo Gomes da Silva, que também participou das sessões de tortura e estava presente no momento da ocultação do corpo, segue sendo procurado pela polícia com mandado de prisão em aberto.
“Uma das testemunhas relata que Camila, em uma ligação, disse que tudo o que aconteceu foi culpa de Eduardo”, concluiu a delegada.
Procurado

Denúncias sobre o paradeiro de Eduardo podem ser feitas pelos números (92) 98118-9535, disque-denúncia da DEHS, ou pelo 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM).






