Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 já começou a movimentar bancas, papelarias e lojas especializadas em Manaus. Como acontece a cada edição do torneio, colecionadores de todas as idades retomam a tradição de preencher as páginas com figurinhas de jogadores, seleções e símbolos do Mundial.
Neste ano, o álbum chega em uma edição histórica. Pela primeira vez, a Copa contará com 48 seleções participantes, aumento que refletiu diretamente na coleção lançada pela Panini. O álbum possui 112 páginas e um total de 980 figurinhas, incluindo 68 especiais.

Em diferentes pontos da capital amazonense, a procura pelos primeiros pacotes já chama atenção. Além das figurinhas tradicionais, muitos colecionadores também estão em busca das versões raras e metalizadas, consideradas as mais difíceis de encontrar.
O estudante Miguel Oliveira afirma que já iniciou a coleção focado justamente nas figurinhas especiais. “Já consegui três, mas as de ouro estão muito difíceis. As de prata, bronze e outras estão mais fáceis”, relata.
Os preços também acompanham o tamanho da nova edição. O álbum brochura custa R$ 24,90, enquanto a versão capa dura tradicional é vendida por R$ 74,90. Já as edições especiais dourada e prateada chegam a R$ 79,90. Cada pacote com sete figurinhas custa, em média, R$ 7.

Na estimativa mais básica, sem considerar figurinhas repetidas, completar o álbum pode exigir um investimento mínimo de R$ 980 apenas em pacotes. Somado ao valor do álbum, o custo final ultrapassa os R$ 1 mil.
Vendedora de um desses pontos de venda, localizado no bairro Aleixo, Hillary Marques, conta que a movimentação nas lojas aumentou desde o lançamento e destaca que o álbum vai além da simples coleção.
“Está tendo uma procura muito grande pelos álbuns e pacotinhos, e é muito legal acompanhar os colecionadores fazendo trocas, criando amizades e mantendo viva essa vontade de colecionar momentos e histórias entre diferentes gerações”, afirma.
O hobby que atravessa gerações
Para muitos colecionadores, o álbum representa memória afetiva e tradição familiar. O servidor público Marcos Frota conta que a paixão começou ainda na infância, incentivada pela mãe.
“O primeiro álbum que eu colecionei foi o da Copa de 1998. Na época, eu quase desisti e até cheguei a jogar fora. Mas minha mãe pegou o álbum e disse que eu precisava terminar tudo aquilo que começasse. Foi daí que minha paixão aumentou”, relembra.
Segundo ele, o universo dos colecionadores mudou bastante nos últimos anos, principalmente com a internet e as redes sociais, que facilitaram trocas e contatos com pessoas de outros países.


“Hoje a gente conversa com colecionadores de outros lugares, faz trocas e consegue versões internacionais. Tenho álbuns do México, da Colômbia e da Suíça, que são alguns dos meus favoritos”, explica.
Marcos afirma que a graça da coleção está justamente na dificuldade em encontrar determinadas figurinhas. Para ele, as versões especiais tornam a busca ainda mais emocionante, e também mais cara.

“Colecionador gosta do que é difícil. Esse ano vai ter também as figurinhas amarelas especiais, além das normais azuis. A gente quer justamente as mais raras porque são mais bonitas. Então ficou muito mais complicado e também mais caro”, completa.






