Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O peixe Acará-Disco abriu a noite de apresentações no Piabódromo neste domingo, 1º/2, durante a 30ª edição do Festival do Peixe Ornamental de Barcelos (Fespob), realizado no município localizado no Médio Rio Negro.
Neste ano, o Acará-Disco levou para o espetáculo o tema “Pátria à guarda – Soldados da Borracha, heranças de um passado presente”,que apresentou no aquário um resgate das memórias do ciclo da borracha e destacou a importância histórica dos trabalhadores amazônidas.
A apresentação começou com Ornello Reis, apresentador do Acará-Disco, que fez seu retorno ao item após um afastamento para tratamento de uma doença e realizou uma introdução emocionante sobre a importância dos soldados da borracha, com referências aos povos nordestinos e à herança deixada por eles na Amazônia, sendo um dos pontos altos da apresentação.

Ao som do bailado, Renier de Souza, intérprete do peixe preto e amarelo, entrou no aquário negro animando os Acaralhados e trouxe ritmos típicos da cultura popular, como o boi-bumbá, a quadrilha e a ciranda.
Em seguida, Rafaela Moreira, porta-estandarte do Acará-Disco, chegou iluminando o Piabódromo em uma alegoria que representa a soberania brasileira. Com amor ao estandarte do Acará-Disco, a apresentação foi marcada pela sincronia dos movimentos entre o bailado e o estandarte.

Carolina Araújo, guerreira indígena que representa o item 19, entrou em cena exaltando a força e a resistência dos povos originários, incorporando em sua apresentação a ancestralidade e a luta indígena. Em seguida, Flávio Amadeu, pajé, levou à arena uma performance marcada pela espiritualidade e pela defesa da demarcação das terras indígenas.
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Na defesa do item 5, o mestre piabeiro e a porta-bandeira do Acará, Eduardo Araújo e Nandry Queiroz, surgiram em uma coreografia envolvente, animando as arquibancadas e emocionando a torcida com sincronia e energia.

Em uma alegoria inspirada na lenda amazônica da Rasga Mortalha, o Aquário ganhou vida com a entrada de Geovana Araújo, cabocla, ao som de “Morena Tropicana”, em uma representação simbólica do encontro entre o Nordeste e a Amazônia.
A Rainha do Festival, Lena Cecília, entrou em seguida e finalizou os itens com graciosidade, encerrando a apresentação com leveza e emoção.A apresentação do peixe foi marcada por uma forte exaltação das heranças nordestinas, embalada por músicas de Luiz Gonzaga, que reforçaram a memória cultural, a ancestralidade e a identidade presentes no espetáculo.
Conhecidos como “Acaralhados”, os torcedores organizados do Acará-Disco formaram um cardume nas arquibancadas do Piabódromo, com camisas, adereços e cantos que acompanharam a apresentação e contagiaram o público com o bailado.

Cobertura da Rede Rios
Para que aqueles que não puderam comparecer à “Cidade Menina” e conferir os espetáculos do Acará-Disco e do Cardinal, a Rede Rios de Comunicação preparou uma transmissão à altura da festa, pela Rádio RIOS FM 95,7, além de imagens exibidas em seu canal no YouTube e na página do Facebook.
A transmissão foi apresentada por Keynes Breves, Jéssica Larceda e Júlia Carioca.






