Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
GOIÂNIA (GO) – O advogado e capoeirista Jales Java dos Santos Lacerda Caliman viralizou nas redes sociais após protagonizar um episódio inusitado durante uma sessão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), realizada na terça-feira, 15/7. Representando a si mesmo, ele recitou uma poesia e chegou a executar movimentos de capoeira durante a audiência.
No vídeo, Java aparece de óculos escuros, pede licença à desembargadora e inicia sua defesa rimada. “Excelência, peço licença para falar com poesia, pois quando a lei é quebrada, a palavra ganha ousadia. Foi prisão de um advogado, sem a OAB estar presente. Rasgaram a lei no ato, de forma mais que evidente.”
Ele ainda alegou estar sendo perseguido por um juiz desde o início do processo e acusou o magistrado de ter “manchado” sua ficha. No final do poema, fez um apelo direto à corte:
“O juiz que tudo orquestrou já tinha longa jornada, me perseguiu em muitos processos, a ficha foi fabricada. E quando vi minha ficha tão manchada e bem bordada, percebi: não era justiça, era perseguição disfarçada. Por isso, clamo a esta Corte que não endosse a perseguição. Que faça valer o direito e a lei acima da emoção.”
Após o discurso, o advogado se levantou e realizou golpes de capoeira diante dos magistrados. Ao final, citou “a gente leva rasteira, tem delas que vêm pra matar, mas quando a rasteira não mata, aproveite pra se levantar”.
Entenda o caso
Jales Java foi preso durante a pandemia de Covid-19 por se recusar a usar máscara dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Ceres (GO). Ele responde pelos crimes de ameaça, infração de medida sanitária, desobediência, desacato a funcionário público, inovação artificiosa e porte de drogas para uso pessoal.






