Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Com Manaus encoberta pela fumaça e diante dos níveis críticos de poluição registrados nessa quarta-feira, 23/9, o prefeito Renato Junior (Avante) atribuiu o problema à falta de políticas públicas para combater queimadas no interior do Amazonas.
Já o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que a fumaça também está relacionada a queimadas criminosas e anunciou que pretende buscar apoio do Governo Federal.
A situação levou Renato Junior a reunir o Comitê de Crise Climática da Prefeitura de Manaus. Segundo o prefeito, a maior parte dos focos de calor está concentrada fora da capital.
Roberto Cidade, por sua vez, defendeu o endurecimento das punições contra quem provoca ou financia queimadas e afirmou que pretende encaminhar uma proposta ao Governo Federal.
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Renato Junior cobra políticas para o interior
Durante a reunião do Comitê de Crise Climática, Renato Junior afirmou que dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram 757 focos de queimadas no Amazonas nas 24 horas anteriores, enquanto Manaus registrou dois.
O prefeito citou Novo Aripuanã como um dos municípios com maior concentração de focos e afirmou que a capital sofre as consequências das queimadas registradas em outras regiões.
“Falta política pública no interior do Amazonas. Agora Manaus está pagando a conta de todo dia amanhecer coberta de fumaça por falta de uma política pública nacional, dos outros estados e também do Estado do Amazonas”, afirmou.
Renato Junior também disse que a Prefeitura deve anunciar medidas de proteção, principalmente para crianças, idosos e gestantes.
Roberto Cidade defende punições mais rígidas
Em publicação nas redes sociais, Roberto Cidade afirmou que a fumaça que atinge Manaus também está relacionada a queimadas criminosas. O governador defendeu o endurecimento das penas para quem participa da prática.
“É triste e revoltante ver a nossa capital coberta de fumaça. Vivemos dias de calor extremo, estiagem severa e consequências das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño”, escreveu.
Cidade afirmou que pretende encaminhar ao Ministério do Meio Ambiente uma sugestão para que seja apresentado ao Congresso Nacional um projeto de lei com penas mais rígidas para quem executa, promove ou financia queimadas.
“Vou enviar ao Governo Federal uma sugestão, para que o Ministério do Meio Ambiente submeta ao Congresso Nacional um projeto de lei para endurecer as penas a quem executa, promove e financia esse tipo de crime ambiental”, afirmou.
Fumaça mantém qualidade do ar em nível crítico
As manifestações ocorrem durante o período eleitoral e em meio à piora da qualidade do ar em Manaus.
Nesta quinta-feira, 24/9, a capital amanheceu novamente coberta por fumaça. Dados da plataforma Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram níveis críticos de partículas finas em diferentes pontos da cidade.
O pior índice foi registrado no Coroado, com 193,5 µg/m³ de MP2.5. Na sequência apareceram o Distrito Industrial I, com 159,3 µg/m³, e Armando Mendes/Zumbi, com 150,5 µg/m³.
Também registraram qualidade do ar classificada como “péssima” Morro da Liberdade/Educandos (140,2), Praça 14 de Janeiro/Cachoeirinha (139,4), Jorge Teixeira (139,3) e Chapada (127).






