Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Cerca de 100 urnas eletrônicas deixaram o Porto de São Raimundo, na zona Oeste de Manaus, em uma embarcação que seguirá para Anori e, depois, Tapauá, no interior do Estado.
O deslocamento é uma das etapas de uma logística que começa antes mesmo de as urnas chegarem ao porto e iniciarem um trajeto comum para quem vive na região Norte: a navegação pelos rios.
Ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, Osmarino Júnior, fiscal do contrato responsável pelo transporte, explicou que os equipamentos passam inicialmente pela preparação no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), antes de serem entregues à empresa responsável pela distribuição.
“Primeiro, a gente faz a geração das mídias, carga a lacre, prepara as urnas, embala, deixa elas todas arrumadas e aí a gente entrega para a transportadora”, explicou.
A partir daí, a empresa assume o transporte e acrescenta uma nova camada de proteção aos equipamentos.
As urnas são isoladas para evitar que fatores externos comprometam a carga durante o percurso, principalmente em uma operação que, no caso de Anori e Tapauá, é feita por via fluvial.


“Ela se encarrega de fazer mais uma camada de proteção. Podem observar que ela está toda isolada, não pega água, não pega chuva, não pega poeira, vento, nada”, afirmou Osmarino.
Osmarino explicou que a escolha da rota considera a organização geográfica do Estado e as chamadas calhas dos rios. A primeira parada é Anori, que fica no caminho da rota, antes de Tapauá.
“Ela vai se deslocar diretamente para Anori, que é o primeiro município da calha. Nós temos que entender que os rios amazônicos têm calhas, e aí o transporte, a logística do transporte é toda feita dessa maneira”, detalhou.
A dimensão das distâncias também é um dos fatores que tornam a operação diferente de outros estados. Mesmo municípios considerados próximos dentro da logística regional podem estar separados por dezenas ou até mais de cem quilômetros.
“Os municípios próximos, aproximados, que na verdade quando a gente fala próximos, são 100, 120, 130 quilômetros de distância e nós temos que compreender isso”, ressaltou.
Depois da entrega em Anori, a embarcação seguirá viagem até Tapauá, onde será concluído o percurso dessa carga.
Operação envolve equipes em Manaus e no interior
A operação foi estruturada para que a empresa responsável acompanhe a carga desde a retirada das urnas no TRE-AM até a chegada aos cartórios eleitorais dos municípios.
O contrato prevê o chamado transporte “porta a porta”. Isso significa que a empresa não atua somente no trecho entre Manaus e o município de destino.


Há também uma equipe responsável pela retirada das urnas no ponto de chegada e pelo deslocamento final até o cartório eleitoral.
“Observa que o transportador foi lá no TRE, ele retirou as urnas lá, fez todo o translado das urnas até aqui. Daqui ele vai fazer o translado para a embarcação”, explicou Osmarino.
Segundo ele, quando a carga chega ao município, o trabalho continua.“Quando chegar lá nos municípios, terão pessoas também da empresa que vão fazer o translado do local onde elas chegarem até o cartório eleitoral”, acrescentou.
“Enquanto isso, amanhã, hoje à tarde e até mesmo pela parte da noite, outros municípios também serão deslocados urnas. Alguns também via aéreo.”, explicou Osmarino.
583 urnas serão distribuídas nesta semana
A viagem iniciada nesta segunda-feira faz parte de uma operação maior de distribuição das urnas eletrônicas. Ao longo desta semana, 583 equipamentos serão enviados para 13 municípios integrantes do Polo Manaus.
Além de Anori e Tapauá, a lista inclui Apuí, Boca do Acre, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Ipixuna, Jutaí, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã e Pauini.






