Caio Silva – Rios de Notícias s
AMAZONAS – Estudantes e professores do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Calixto Ribeiro, em São Paulo de Olivença, no interior do Amazonas, realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 28/8, para cobrar o fornecimento regular da alimentação escolar.
O ato foi organizado pelo grêmio estudantil e reuniu alunos que relatam impactos causados pela falta de merenda e, principalmente, do almoço necessário para a permanência na unidade durante todo o dia.
A escola funciona em regime de tempo integral e, segundo os manifestantes, a falta de alimentação tem prejudicado a rotina escolar. Sem o almoço, parte dos estudantes afirma que não consegue permanecer na instituição durante o turno vespertino, o que também afetaria as atividades pedagógicas.


A situação preocupa especialmente os alunos do 3º ano do ensino médio, que se preparam para provas importantes para o ingresso no ensino superior.
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Estudantes cobram alimentação regular
Durante o protesto, os alunos se reuniram em frente à escola e também percorreram ruas da cidade para reivindicar o fornecimento regular da alimentação escolar.
Representantes do grêmio estudantil defenderam que a alimentação é uma condição básica para garantir a permanência dos estudantes em uma escola de tempo integral.
“Estamos procurando nossos direitos de ter uma alimentação digna dentro de uma instituição de tempo integral. Nós não vamos nos calar para governadores que não assumem suas responsabilidades”, afirmou um dos representantes.
Outro estudante classificou a situação como prejudicial ao direito à educação e destacou os impactos para quem está concluindo o ensino médio.
“O que está acontecendo com a escola Calixto Ribeiro é um ultraje ao direito dos estudantes e da educação do nosso Brasil. A gente já foi prejudicado por uma pandemia e está sofrendo com essa situação”, declarou.
Professora relata falta de almoço
Uma professora que participou da manifestação afirmou que a ausência do almoço dificulta a permanência dos alunos durante o período integral.
“Estamos aqui em plena praça pública, tendo uma aula de cidadania. E lugar de aluno é na escola. Mas como ficar na escola se não tem a alimentação escolar? Como manter o nosso aluno o dia todo sem a alimentação escolar?”, questionou.
Segundo a educadora, o problema não seria recente. Ela afirmou que a escola enfrenta dificuldades com a alimentação ao longo do ano e que, desde 14 de agosto, os estudantes estariam novamente sem o serviço.
“Não é de agora que os alunos estão sem alimentação. Nesse período, é desde o dia 14 de agosto. Olha, duas semanas. Mas nesse ano já são mais de 40 dias sem ter aula no turno vespertino porque não tem almoço. E isso eu posso comprovar com o livro de relatórios que tem na escola”, afirmou.
Comunidade cobra solução da Seduc
Durante o ato, a professora também cobrou uma resposta da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) e questionou como o problema será solucionado para os cerca de 700 estudantes da unidade.
“Eu pergunto à Seduc: o que vocês farão? Como vocês resolverão a situação desses 700 alunos? Mas um detalhe: hoje nós não aceitamos mais respostas escondidas através do viés burocrático ou respostas vazias”, declarou.
Segundo a educadora, uma das justificativas apresentadas anteriormente estaria relacionada à troca da empresa responsável pelo fornecimento da alimentação.
“Nós não precisamos de burocracia. Nós precisamos de atitude, de ação concreta. Nós precisamos de alimentação na escola”, disse.
A professora também afirmou que a responsabilidade do poder público não termina com a construção ou inauguração da unidade, mas inclui a manutenção dos serviços oferecidos aos estudantes.
“Não é construir, senhor ex-governador. Tem que manter. É como uma família, se o pai não mantém a alimentação do seu filho. A mãe vai ao juiz, vai ao promotor e por que mais de 700 alunos estão sem esse direito?”, questionou.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para solicitar esclarecimentos sobre a falta de alimentação no CETI Calixto Ribeiro.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






