Redação Rios
MANAUS – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) acionou o governo federal, por meio do Ministério da Saúde e da Controladoria-Geral da União (CGU), para cobrar medidas emergenciais e a fiscalização dos atrasos de até oito meses no pagamento de médicos e demais profissionais da saúde que atuam na rede estadual do Amazonas. O parlamentar também protocolou uma moção de repúdio na Câmara dos Deputados.
Nos últimos dias, médicos que atuam em unidades da rede estadual, como o Complexo Hospitalar Zona Norte, formado pelo Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz e pela UPA Campos Salles, além do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e do SPA Alvorada, denunciaram publicamente o atraso no pagamento dos salários.
“O que está acontecendo é inadmissível. Médicos e profissionais da saúde passam meses sem receber salários enquanto continuam salvando vidas. Quem sofre as consequências desse descaso é a população, que corre o risco de ficar sem atendimento por causa da incompetência e da falta de planejamento dos gestores”, afirmou o deputado.
Cobrança ao governo federal
Alberto Neto apresentou duas indicações parlamentares: uma ao Ministério da Saúde e outra à Controladoria-Geral da União. Nos documentos, o deputado destaca que o próprio secretário de Estado de Saúde reconheceu publicamente a existência da crise e anunciou a liberação de recursos emergenciais, o que, segundo o parlamentar, evidencia a gravidade da situação e o risco de desassistência à população.
À CGU, o deputado solicitou a instauração de procedimento de fiscalização ou auditoria sobre a aplicação dos recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS) repassados ao Fundo Estadual de Saúde do Amazonas nos últimos dois anos. O pedido também inclui a apuração das causas dos atrasos no pagamento dos profissionais da rede estadual.
Já ao Ministério da Saúde, Alberto Neto solicitou a adoção de medidas previstas na legislação para viabilizar apoio financeiro emergencial ao Amazonas, com o objetivo de regularizar os pagamentos aos profissionais do SUS e evitar o agravamento da crise na assistência à saúde.
Segundo o parlamentar, o governo federal dispõe de mecanismos para prestar auxílio a estados quando há risco de comprometimento da continuidade dos serviços públicos de saúde. Para ele, os recursos devem ser liberados com urgência para evitar a evasão de profissionais e assegurar o funcionamento da rede estadual.
“Não podemos aceitar que quem dedica a vida a cuidar da população seja tratado com tamanho desrespeito. A saúde do povo amazonense não pode continuar sendo vítima da omissão e da má gestão. O Amazonas precisa de uma resposta rápida antes que essa crise provoque consequências ainda mais graves”, declarou.
Moção de repúdio
Além das indicações, o deputado protocolou uma moção de repúdio na Câmara dos Deputados. No documento, ele afirma que os profissionais responsáveis pela linha de frente da saúde pública no Amazonas não podem ser submetidos a atrasos salariais prolongados.
“O trabalho médico não pode depender da boa vontade do calendário financeiro do Estado”, concluiu Capitão Alberto Neto.
*Com informações da assessoria






