Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) definiu, na segunda-feira, 27 de abril, os nomes que participarão da primeira eleição indireta da história do estado. Em uma reunião marcada por divergências, a Mesa Diretora confirmou o registro de todas as cinco chapas que disputarão o comando do governo-tampão no próximo dia 4 de maio.
Decisão prioriza participação democrática
O ponto central do encontro foi o julgamento da Chapa 04, formada por Sérgio Augusto Bezerra e Audriclea Viana Frota (Novo), que enfrentou um pedido de impugnação protocolado pelo próprio Partido Novo.
Apesar das contestações, a maioria dos deputados decidiu manter o grupo na disputa. A justificativa oficial da Aleam foca no ineditismo do pleito e na necessidade de garantir que o cidadão tenha o maior número possível de opções.
A ata da reunião destaca que o processo exige um estímulo à participação para ampliar a “densidade democrática, a concorrência e a legitimidade do pleito”. Os membros da Mesa entenderam que, como esta é uma situação histórica no Amazonas, a exclusão de candidatos deveria ser evitada para preservar o exercício da cidadania.
Divergências na votação
Embora as chapas 01 (William Bittar dos Santos e João Ricardo), 02 (Roberto Cidade e Serafim Corrêa), 03 (Cícero Alencar e Roque Lane) e 05 (Daniel Fabiano Soares e Dayane de Jesus) tenham sido aprovadas por unanimidade, a Chapa 04 dividiu o colegiado.
Os deputados Delegado Péricles e Sinésio Campos votaram contra o registro, seguindo o parecer técnico da Procuradoria-Geral da Casa. No entanto, o voto da maioria prevaleceu, acolhendo os argumentos de defesa dos candidatos e garantindo sua permanência na corrida eleitoral.
Outro momento importante foi o impedimento do deputado Sinésio Campos no julgamento da Chapa 05. Por ocupar a presidência estadual do Partido dos Trabalhadores, que havia se manifestado contra essa chapa específica, o parlamentar não pôde participar da votação.
Reta final para o pleito
Com a decisão publicada no Diário Oficial, o caminho está livre para a votação de maio. O documento oficial reforça que a escolha da maioria buscou respeitar o princípio constitucional onde o exercício da cidadania é um pilar básico, ressaltando que deve “lhes ser assegurada participação no pleito”.
Agora, os parlamentares se preparam para a sessão de votação definitiva. O resultado sinaliza uma tendência da Mesa Diretora em manter o processo o mais aberto possível, evitando que entraves técnicos limitem o número de chapas ou abram espaço para questionamentos na Justiça posteriores à disputa final pelo governo do Amazonas.






